O PSD ainda não lutou por criar as condições para uma alternativa eleitoral, parlamentar e de governo credível, possível, ganhadora, com verdadeiro potencial: PSD, IL e CDS.
Nos Açores, o PSD tornou-se o partido central do sistema partidário. Negoceia e faz acordos, de governo ou meramente de incidência parlamentar, com seis dos oito partidos representados no Parlamento Regional. Esta centralidade e capacidade de diálogo tem-lhe permitido manter-se no poder.
O que está ou estaria no computador do adjunto Frederico Pinheiro de tão relevante para permitir a alteração de todas as regras em matéria de segurança?
O verdadeiro respeito pelas instituições mantém-se pela reverência natural a uma autoridade credível, coerente e que se comprometa em servir o bem da nação. O “respeitinho”, pelo contrário, é uma hipocrisia.
O discurso de Luís Montenegro no Fórum para a Competitividade deu-me alento: revelou que tem uma estratégia económica, medidas concretas para arrancar Portugal e os portugueses do pântano 2.0, e uma política social.
Numa declaração política no parlamento, Rodrigo Saraiva considerou que “há ainda questões por esclarecer” sobre este caso, apesar das “declarações públicas já dadas e comunicados” feitos por membros do Governo, responsáveis de forças de segurança ou pelo Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP).
De folha na mão, com um discurso preparado para a sua audiência virtual, o youtuber Tiago Paiva subiu ao púlpito e encetou um discurso como se assumisse o papel de um membro da oposição, que culminou com um comentário ofensivo dirigido ao primeiro-ministro.
"Temos de olhar para a influência e a posição do primeiro-ministro em todo este processo, perante um governo que se desmorona à frente dos portugueses, que está a ser palco de guerras de sucessão entre o próprio primeiro-ministro e os ministros que poderiam suceder-lhes", disse Rui Rocha, líder da Iniciativa Liberal, sobre os mais recentes desenvolvimentos sobre o caso que envolve João Galamba.
Depois de ter sido partilhado um vídeo de uma conversa privada entre três figuras de Estado, na qual dois partidos são visados, incluindo o Chega, os deputados do grupo parlamentar admitem que o presidente da Assembleia da República não tem condições para continuar a exercer funções.
Ministros e ex-ministros estão furiosamente a disputar o poder, as benesses e os lugares na administração pública, que alegremente distribuem entre amigos, familiares e até cônjuges.
O presidente da comissão parlamentar de inquérito à TAP, Jorge Seguro Sanches, recusa que pedido do parecer que despediu a CEO e o chairman da TAP ultrapasse o àmbito da comissão, como diz o Governo, e acrescenta que quem define o que interessa à CPI é a CPI.
Não interessa neste momento se o PSD ou a IL vão em coligação ou não. O que interessa agora é propor aos portugueses rapidamente uma ideia estratégica, socialmente consensual, realista, que represente um grande avanço.
Em declarações aos jornalistas após a assinatura do pacto para a estabilização e redução de preços dos bens alimentares entre o Governo, a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), o líder parlamentar da IL, Rodrigo Saraiva, considerou depois da “pompa e circunstância” da cerimónia de hoje fica a pergunta: “porquê só agora?”.
A política em Portugal está podre e os partidos mais recentes e sem expressão autárquica têm “batido” no Governo, e a expetativa de um crescimento acelerado vai já sentir-se nas próximas eleições europeias.