É preciso convencer uma parte importante dos eleitores que há políticos portugueses com as qualidades e experiência para praticar as medidas que assegurem um presente e um futuro melhor a velhos e novos.
Chega falou em clientelismos, a IL defendeu menos impostos, o PCP centrou-se nos salários e pensões e no BE as preocupações estiveram com a habitação e a saúde. Também o PAN e o Livre mostraram receios com os problemas de acesso à habitação em Portugal.
A Iniciativa Liberal (IL) vai dar entrada, nos próximos dias, de um Projeto de Resolução na Assembleia da República que recomenda ao Governo que "dê a preponderância devida à literacia financeira em contexto escolar".
"É incrível como António Costa, mesmo quando finalmente está a ir para o caminho certo, que é o caminho da privatização da TAP, (...) é incompetente e tem de arcar com o veto do Presidente da República", disse Rui Rocha.
Enquanto os socialistas se focam no diálogo futuro, o Bloco de Esquerda e o PCP apelam ao recuo na decisão de reprivatizar a companhia aérea. O principal partido acha que o Governo não tem capacidade "de criar mecanismos de acompanhamento e intervenção do Estado numa empresa que se diz estratégica" e a Inciativa Liberal alerta para a questão da transparência.
Além disso os liberais vão avançar com "uma reflexão sobre aquilo que são os impostos sobre os veículos porque de facto há uma inequidade e uma injustiça fiscal flagrante em vários pontos desta matéria".
A Iniciativa Liberal lembrou que o voto antecipado e em mobilidade está disponível em outras eleições com exceção das eleições regionais da Madeira. "São tratados como portugueses de segunda por outros que se dizem madeirenses", disse a força partidária.
A Assembleia Legislativa da Madeira inicia nova legislatura com nove forças partidárias. Na tomada de posse do novo Governo Regional foi destacada a necessidade de mais autonomia e da revisão da Constituição e Lei das Finanças Regionais.
Por uma vez, a oposição fala em uníssono: o alívio fiscal é uma charada para esconder a ausência de soluções para deixar mais dinheiro no bolso dos portugueses. Do Chega ao PCP, já se anuncia o cartão vermelho coletivo a um OE de aprovação garantida pela maioria socialista. Só PAN e Livre ainda pedem diálogo.
Liberais dizem que a crise "não se vai lá com remendos". "ou António Costa é capaz, no imediato, de resolver estas questões ou então o país tem um problema".
Na opinião da IL a conferência desta tarde do ministro das Finanças "não explicou grande coisa, explicou uma intenção", a única coisa que o ministro adiantou foi "que a partir de agora vai começar um processo negocial".
"Vejo com muita normalidade aquilo que está a acontecer na Madeira com todos os contornos específicos da Região Autónoma da Madeira", referiu Montenegro.
Os liberais dizem que "reduzir a carga fiscal e assegurar o combate à corrupção e uma maior transparência são áreas em que se percebe agora que o PSD teria grandes dificuldades em assumir compromissos".