O Chega, Iniciativa Liberal, e PAN, que teve acordo parlamentar com PSD, fecham a porta a entendimentos com Albuquerque num cenário de eleições antecipadas. O CDS-PP não respondeu mas líder regional esclareceu que o partido não pediu saída de Albuquerque, mas sim que a demissão deveria ter efeitos imediatos e que PSD deveria indicar um sucessor.
Foi no Norte do país que os líderes dos dois maiores partidos deram início à campanha eleitoral para as legislativas que se estende até ao dia 8 de março, antevéspera das eleições.
“Nós queremos crescer, mal estaria que o partido do crescimento económico não tivesse também a ambição de crescer e, portanto, a aposta é clara: nós queremos crescer 50% relativamente às últimas eleições”, assinalou o dirigente liberal, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião que decorreu no Parque Tecnológico de Ciência e Tecnologia, em Évora.
“É importante começar por dizer que isso é uma imputação completamente falsa, o financiamento partidário como sabem tem legislação própria”, afirmou o liberal, depois da líder do BE, Mariana Mortágua, ter dito no sábado que um dos aspetos da “cavalgada da direita” e da “mutação política” destas eleições são os “rios de dinheiro que correm de cofres milionários” para partidos como Chega e IL.
"A maioria PSD/CDS-PP e a abstenção do PAN negou, novamente, a possibilidade dos madeirenses ficarem com mais dinheiro no bolso", disse a Iniciativa Liberal.
Líderes socialista e social-democrata querem ouvir do adversário que podem contar com o seu apoio, caso seja necessário aceitar um governo que saia de uma vitória em 10 de março mas não tenha o apoio da maioria do Parlamento.
É uma batalha de bagunças: Pedro Nuno Santos falou da bagunça entre a direita, a direita responde que o PS é o último partido a poder falar de bagunças.
A proposta apresentada pelo Chega foi aprovada na conferência de representantes dos partidos do parlamento Regional, com votos favoráveis do Chega, PSD, CDS-PP e PAN, abstenção do Bloco de Esquerda (BE) e os votos contra do PS, Iniciativa Liberal (IL) e Juntos pelo Povo (JPP).
O PS quer debater com o Governo da Madeira a atuação do executivo no âmbito de "práticas suscetíveis de consubstanciar ilícitos criminais denunciada em meios de comunicação social".
“É exatamente aquilo que estava à espera. O senhor representante da Republica é um homem de bem, calculei que o senhor Presidente da República não quereria neste momento ainda dizer aquilo que irá dizer num futuro próximo. Quanto a mim, não restava outra solução ao senhor representante do que manter o governo em gestão e aguardar, porque a decisão final será do senhor Presidente”, afirmou Nuno Morna.
Rui Rocha diz que Portugal não pode "ter um banco sujeito à intromissão política" e Luís Montenegro elogia a CGD, que considera ser a "válvula de segurança" do sistema financeiro. No entanto, a o líder liberal garante: "A solução para o país está nesta mesa".
Inês Sousa Real, do PAN, e Rui Rocha, da IL, debateram hoje, na SIC Notícias, temas como educação, economia verde, salário médio e o cenário político dos Açores.
O encontro com o BE está previsto para as 15:00, no Palácio de São Lourenço, no Funchal, seguindo-se às 16:00 o PAN - partido que tinha um acordo de incidência parlamentar com o governo madeirense demissionário para assegurar a maioria absoluta na Assembleia Legislativa – e a IL, pelas 17:00.
As declarações foram feitas perante o líder da Iniciativa Liberal, quando o secretário-geral do PS foi questionado por Clara de Sousa, no debate transmitido na SIC, sobre como olha para as críticas feitas por Rui Rocha à sua visão de governação, que acusa Pedro Nuno Santos de "falta de ambição" ou de se "contentar com muito pouco".
A Iniciativa Liberal Madeira considerou "fundamental" que, até ao final do dia de hoje, se apresente aos madeirenses uma calendarização que transporte a região rapidamente para "fora desta ópera bufa".
O líder da Iniciativa Liberal considera " fundamental que a Madeira vá a eleições". Rui Rocha acusa Albuquerque e Montenegro de aplicarem, nos últimos dias, "duplos critérios e critérios diferentes a situações semelhantes".
Os partidos reagiram ao longo do dia. Chega e IL questionavam-se se o líder do PSD iria manter confiança em Miguel Albuquerque, mas Montenegro assegurou que a sua confiança no presidente da região continuava intacto. Por sua vez, Miguel Albuquerque afirmou estas de consciência tranquila.
“Nós não podemos ter um Estado que aprova o pacote “Mais Habitação”, que diz que vai recorrer até a arrendamentos forçados, e depois tem isto que temos aqui. O Estado tem a responsabilidade primeira de colocar ao serviço da população, num momento de crise, a habitação e os edifícios que não estão a ser utilizados”, afirmou Rui Rocha.
“Vamos a factos: há um mês, Carla Castro manifestou disponibilidade para integrar as listas de Iniciativa Liberal, depois perante um convite concreto para um lugar entre o quinto e o sétimo lugar das listas de Lisboa, entendeu recusar, decide agora a sua saída“, sublinhou o liberal.