Com um custo de 150 milhões, o consórcio liderado pela EDP e pela Galp ainda espera por clareza regulatória antes de avançarem para a execução do projeto.
A eurodeputada considera que os projetos de hidrogénio verde são relevantes, mas prefere projetos com menor dimensão. Sobre a energia eólica 'offshore', defende que deve avançar.
Os signatários – tendo Portugal sido representado pela secretária de Estado em exercício, Ana Fontoura Gouveia – concordaram “com a importância de construir as infraestruturas energéticas necessárias para a realização de um mercado interno da energia seguro e eficiente”, segundo um comunicado do executivo comunitário.
Não há capital em Portugal a não ser que existam elevadas rendas, garantidas com elevados custos para os contribuintes. É altura de pensar global, mas sem hipotecar o futuro com obras faraónicas.
Especialistas da consultora internacional consideram que é possível duplicar os investimentos previstos nas energias renováveis e na reindustrialização "verde" até 2030, na Península Ibérica, devido às vantagens competitivas que Portugal e Espanha têm nestas áreas. "Os nossos países têm uma oportunidade única para liderar a nova revolução industrial", disse José Pimenta da Gama, 'managing partner' da McKinsey Ibéria.
Em entrevista à Lusa, o comissário europeu da Economia revelou ainda que as investigações em curso relacionadas com projetos de lítio e de hidrogénio não colocam em causa o investimento na transição verde.
Era uma vez um holandês que tinha um projeto de hidrogénio verde em Sines. E era uma vez também um projeto de lítio cuja sociedade foi formada uns dias antes da assinatura do contrato de concessão. Estes foram os dois projetos que deram origem à investigação do DCIAP que culminaram na saída de cena de António Costa após oito anos de poder.
A lista de projetos com direito a fundos é decidida pela Comissão Europeia, mas a confirmação só chegará no primeiro trimestre de 2024, após cumprir outras etapas. O custo do lado português está estimado em mais de 400 milhões de euros.
"São projetos de escala mundial; o de hidrogénio terá 100 megawatts de capacidade de eletrólise, e o projeto de HVO terá uma capacidade de 270 mil toneladas por ano, o que permitirá transformar óleo que tipicamente não é usado, como o de fábricas, em combustível rodoviário e também para aviação", disse Filipe Silva.
A unidade de biocombustíveis será feita numa joint-venture com a Mitsui, num investimento de 400 milhões, enquanto o hidrogénio verde vai representar um invevstimento de 250 milhões. JE revelou os investimentos em primeira mão em abril.
Os apoios financeiros nesta área contribuem para novas formas de produção e, também, para novos modelos de negócio, mais eficientes e fundamentados no conceito da economia verde.
Portugal está no 12º lugar, com uma capacidade de produção de eletrólise de 24 gigawatts até 2050, ficando entre a Roménia, que apresenta uma capacidade de produzir 31 gigawatts até 2050, e a Lituânia, com uma capacidade de igual a Portugal.