A verdade é que, para muito boa gente no PS (e no PSD), interceder junto de um ministro para “desbloquear” projetos é perfeitamente legítimo, mesmo que esteja em causa um favorecimento indevido.
O antigo secretário regional com o pelouro das obras públicas disse que na altura as prioridades do executivo madeirense passavam por abrandar o ciclo de obra nova e investir na preservação do património e também na prevenção de catástrofes.
Relativamente à remodelação efetuada no Governo da Madeira, em 2017, que ditou a sua saída do executivo madeirense Sérgio Maques disse que "não tinha condições para continuar", face à intenção do presidente do executivo regional, Miguel Albuquerque, passar pela criação de uma vice-presidência.
O antigo deputado do PSD Madeira na Assembleia da República afirmou, em Comissão de Inquérito, que a sua insatisfação é que sejam "quatro ou cinco" grupos económicos. "Eu gostava de ter mais grupos económicos e não fossem reduzidos a quatro ou cinco grupos económicos", acrescentou Sérgio Marques.
O antigo deputado na Assembleia da República disse que as suas declarações sobre obras inventadas, influência de empresários no afastamento de secretários regionais, e de favorecimento a grupos económicos, não tinham nenhuma estratégia subjacente.
O antigo deputado do PSD Madeira na Assembleia da República e ex-eurodeputado e secretário regional no Governo da Madeira admitiu obras inventadas, influência de empresários no afastamento de secretários regionais do executivo madeirense, e favorecimento a grupos económicos.
O partido diz que o "maior problema" que os madeirenses enfrentam perante estes grupos económicos, "independentemente, de haver favorecimento ou não, é que se tornaram tão grandes e poderosos, dado os sectores que operam, que a sua influência atinge toda a esfera regional seja na política, na imprensa, na economia ou até com o poder judicial".
O deputado do PSD Madeira na Assembleia da República, que já anunciou a renúncia ao cargo, denunciou também que foi afastado do Governo da Madeira por Avelino Farinha, da AFA, quando tinha o pelouro das obras públicas, e que Eduardo Jesus foi afastado do executivo madeirense, por Luís Miguel de Sousa, do Grupo Sousa, devido aos planos para a reestruturação dos portos.
Uma espécie de receita do 'Chef' que opta por escolhas erradas que minam a autoridade e prestígio do Executivo, numa lógica taticista que não cuida do futuro.
Se a “vingança” ou o “ajuste de contas” fossem critérios de exclusão para alguém deixar de ir ao Parlamento dar explicações, não haveria comissões de inquérito.