Não me parece que o cenário de eleições antecipadas tenha qualquer espécie de viabilidade, e a prioridade deve ser dada à estabilidade política por pelo menos mais um ano.
A abstenção nas legislativas de 2026 ultrapassou os 53%, um sinal que não pode ser ignorado.. Mas Cabo Verde tem o que poucos países africanos têm: estabilidade democrática, credibilidade externa, capital humano na diáspora e uma posição geográfica invejável no Atlântico.
Num momento em que a captação de investimento se tornou globalmente mais competitiva, os municípios não podem aguardar que o investimento chegue por inércia. Precisam de assumir uma postura ativa, com estruturas dedicadas à atração de capital.
A ambição de Merz vai além da defesa: quer que a Alemanha recupere um papel central na definição do futuro da União Europeia, tornando-se o motor de uma nova fase de integração política e económica.
A construção de políticas económicas, fiscais e públicas não depende apenas dos contextos políticos frágeis, mas da coragem de criar novas políticas com uma maior cultura de partilha com os representantes da sociedade civil e agentes económicos.
Temos desafios, mas sabemos bem o que queremos alcançar. Chegou a hora de potenciar o posicionamento estratégico e o capital humano de Cabo Verde a favor do país.
O que faz a diferença é aquilo que se faz com a estabilidade. Serve para fazer reformas, dar previsibilidade a quem investe e delinear uma estratégia nacional?