Sem mais empresas com escala, a produtividade e o crescimento nacional vão continuar medíocres – mas isso pode ser invertido pelos stakeholders com pragmatismo, determinação e confiança mútua.
A capacidade de ser mais complexo sendo mais simples resulta da depuração que, por sua vez, bebe da experiência. É esta a força da exposição com que o MAC/CCB assinala 40 anos de trabalho de José Pedro Croft, nome maior da arte contemporânea portuguesa.
Os acordos comerciais não substituem as reformas internas, apenas tornam mais visíveis os custos de as adiar. No fundo, estes acordos colocam Portugal perante um velho dilema: adaptar-se ou perder terreno.
O ministro da Economia percebeu o que Luís Montenegro não captou e está a negociar uma terceira via para a refinaria de Sines. Sim, Portugal perderá muitas empresas, que passarão a ser europeias, mas tem de escolher onde fixar a sua zona de recuo.
Os mercados internacionais exigem empresas robustas, com capacidade financeira e experiência na assunção de riscos. No nosso país, contam-se pelos dedos de uma mão as empresas que faturam acima de 20 milhões de euros.
Sempre que a tecnologia toca diretamente na vida das pessoas, como é o caso da inteligência artificial, a sociedade exige regras. E a experiência é clara: em setores críticos, as regras não travaram a inovação. Pelo contrário, ajudaram-na a ganhar escala sustentada e a conquistar confiança pública.
Todos querem ter os seus campeões nacionais de estimação, apesar do alto preço a pagar pelos consumidores e pelas economias. Uma Europa a várias velocidades é, portanto, a estratégia certa e não mera fragmentação.
Não existe um caminho claro para financiar os investimentos necessários na Europa. Pior do que tudo, generaliza-se o sentimento entre empresas e cidadãos de que os governos não tenham compreendido ainda a gravidade do momento.
As tarifas de Trump sobre os aliados Japão, Coreia do Sul, Canadá e União Europeia também vão ajudar a China e não resolvem o problema do défice externo americano.
Ganhar dimensão não é apenas um desafio empresarial. É uma missão coletiva. É a chave para desbloquear o potencial de um país que tem tudo para ser mais próspero, mais justo e mais relevante na Europa e no mundo.
Os movimentos de fusões e aquisições são diminutos, mais ainda se excetuarmos o imobiliário, e não estão a acelerar, pelo contrário, retraem-se, contrariando a expectativa.
A questão fundamental é: Portugal está disposto a transformar sua companhia aérea em um ator global, aceitando a influência brasileira nesse processo? Se a resposta for sim, o setor aéreo lusófono pode estar diante da maior transformação da sua história.
A ilusão da inovação pode ser confortável, mas apenas uma inovação disciplinada e próxima dos negócios, presentes e futuros, será capaz de construir o próximo legado das nossas empresas.
É verdade que a confiança é uma condição necessária para se alcançar o sucesso na advocacia, e também na consultoria, mas não suficiente, porque é preciso entregar resultados de forma competitiva.
EDP e BCP são dois exemplos da dimensão do país, diminuta face a outros mercados que conseguem criar negócios com uma outra capacidade e outro músculo financeiro.
É importante encontrar mecanismos que resolvam, de uma vez por todas, as muitas situações em que as empresas têm de liquidar IVA e IRC de faturas que não lhes foram pagas e que, em muitos casos, até são alvo de calotes.