A percentagem de inquiridos no relatório Central Bank Gold Reserves que veem as reservas globais de ouro crescerem este ano é de 89% e quase metade admite uma subida nas suas próprias reservas. Em sentido contrário, o dólar vem a perder importância.
Vários países, principalmente as economias emergentes concentradas nos BRICS, querem mover-se para fora da zona de influência do dólar. O encerramento do Estreito de Ormuz transformou isso numa urgência.
Jeffrey Sachs, um dos economistas mais influentes da actualidade, antecipou recentemente que a relevância da hegemonia do dólar norte-americano cairá drasticamente nos próximos 10 anos, apontando 2035 para a sua banalização, ou seja, uma moeda ao nível de muitas outras.
O difícil caminho da criação de uma moeda comum entre os BRICS é viável. Mas daí a surgir, pode ir uma grande diferença. Seja como for, a China tem conseguido surpreender.
Apesar de diferenças profundas e até de alinhamentos internacionais distantes, foi possível um consenso que poderá proporcionar aos BRICS uma viragem na dinâmica de mudança a nível global.