Na indústria, que cresceu em quase todos os distritos, destacaram-se as encomendas ligadas à Defesa e aos centros de dados, aponta esta publicação, que sai oito vezes por ano.
O chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, disse anteriormente que está desiludido com Zelensky e mostrou-se confiante num acordo com a Rússia sobre a guerra na Ucrânia.
“Uma maior flexibilidade também ajudará, naturalmente, Portugal a poder potenciar mais a sua capacidade militar e investir mais nessa área, sem colocar em causa as outras áreas”, disse o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
“Deixem-me ser muito clara: uma Ucrânia falhada enfraqueceria a Europa, mas também os Estados Unidos. Intensificaria os desafios no Indo-Pacífico e ameaçaria os nossos interesses comuns”, advertiu a presidente do executivo comunitário, no discurso proferido na Conferência de Segurança de Munique, marcada pelo anúncio de Trump sobre o início de negociações de paz na Ucrânia com o Presidente russo, Vladimir Putin.
“Acordámos trabalhar em conjunto de forma muito próxima, inclusive visitando os países um do outro. Também concordámos que as nossas equipas iniciarão de imediato as negociações, e começaremos por telefonar ao Presidente (ucraniano, Volodymyr) Zelensky para o informar da conversa, o que farei agora mesmo”, declarou Trump.
A dependência da Europa não é apenas económica, é também organizacional: falta uma política de defesa verdadeiramente única na União, que a permita ser eficiente e robusta na resposta aos conflitos.
“É (...) insuportável que o Hamas volte a mostrar os três homens em público, mesmo à última hora, e os obrigue a dar ‘entrevistas’”, declarou Annalena Baerbock nas redes sociais, citada pela agência francesa AFP.
“Nós todos na Europa temos de estar cientes de que este é um objetivo que está hoje nas prioridades políticas de cada um de nós, de cada um dos Estados-membros e da Europa como um todo”, disse o primeiro-ministro.
A Polónia e a Bélgica destacaram a importância da Europa manter um relacionamento com os Estados Unidos na área da defesa. A Bélgica e França sublinharam ainda que a guerra entre Ucrânia e Rússia contribuíram para o "despertar" europeu.
Ao lado do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou esta semana que o Governo português está a estudar como antecipar “ainda mais” o calendário que prevê que o país atinja em 2029 um investimento de 2% do produto interno bruto (PIB) no setor da Defesa.
É preciso que cada vez mais investigação académica se oriente para as ciências da Defesa, única forma de os grupos industriais em Portugal adquirirem essa vocação e se tornarem inovadores nesta área.
Luís Montenegro falava à imprensa, no final de um almoço de trabalho com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na residência oficial em São Bento, em Lisboa, em que ambos prestaram declarações sem direito a perguntas.
O desenvolvimento de uma indústria nacional de defesa sólida, inserida numa estratégia de reindustrialização mais ampla e alinhada com a nova estratégia industrial europeia, pode impulsionar o crescimento económico.
“Fiquei muito, muito feliz com a posição de Trump de impor mais sanções à Rússia. Sabemos que a economia russa está indo terrivelmente mal, e as sanções ajudarão”, Rutte disse à CNBC nos bastidores do Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça.”
Kaja Kallas reconheceu que o recém-empossado Presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, tem razão quando criticou a UE sobre a despesa do bloco em defesa.
"Quando destinamos mais apoio financeiro para esta área é também para criação de emprego, para podermos pagar mais salários, para podermos desenvolver tecnologias, equipamentos, que por sua vez alimentam outras indústrias”, realçou o primeiro-ministro português.
Em comunicado conjunto, a Comissão Europeia e a alta-representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, condenaram hoje "veementemente a destruição deliberada de infraestruturas da UE".
“Não há como evitar. É uma questão estratégica, é uma questão estrutural, é uma questão de cumprir o compromisso do nosso país para com os nossos aliados. É, por isso, uma questão que estará no centro das decisões políticas e também estará no centro da atividade económica”, afirmou Luís Montenegro, numa intervenção perante a Força Nacional Destacada na base de Caracal, Roménia.
O ex-presidente da Comissão Europeia salientou que a "Europa está cada vez mais a preparar-se para a guerra", ainda que em Portugal não se sinta muito isso.