Waldemar Fernando de Sousa era o nome escolhido pela Presidência para suceder a Rogério Zandamela, com a tomada de posse prevista para as primeiras horas desta terça-feira. Contudo, Daniel Chapo recuou e avançou com o nome de Felisberto Navalha, primeiramente apontado para a vice-presidência.
O líder socialista disse ainda ter reiterado junto de Daniel Chapo o compromisso do Partido Socialista com o aprofundamento das relações entre Portugal e Moçambique, destacando áreas como o investimento e a criação de oportunidades para as novas gerações.
Falando à margem de uma audiência com o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, Mohammed Dewji, presidente executivo da empresa da Tanzânia, destacou os resultados de um encontro que classificou como "frutífero", afirmando ter identificado oportunidades concretas de investimento em Moçambique.
Com investimento crescente, financiamento em preparação e uma rede empresarial já instalada, os dois países procuram dar um salto decisivo na relação bilateral. No Forum Euro-África 2026, os dois chefes de Estado apontaram à execução, à confiança e à ambição económica, com novos instrumentos — incluindo uma linha de crédito portuguesa de cerca de 500 milhões de euros — a abrirem caminho para uma parceria mais profunda e orientada para resultados partilhados.
"Temos de focar-nos na cooperação económica e comercial virada para resultados, e transformar as relações comerciais em parcerias estratégicas; temos a vantagem da amizade, da cooperação, da história e a língua comum, que é extremamente importante como instrumento de cooperação", disse o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo.
O Presidente de Moçambique disse que o continente precisa de apostar na industrialização das suas economias, agregando valor aos recursos de que dispõe, além de investir na ciência, inovação, economia digital, na inteligência artificial, na qualificação dos recursos humanos, principalmente dos jovens e das mulheres.
“A convite do Presidente Xi Jinping, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, realizará uma visita de Estado à China de 16 a 22 de abril”, lê-se numa informação divulgada hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
Não há investimento sem estabilidade. E não há coerência numa política energética europeia que trata Moçambique como activo estratégico e adia o custo da sua protecção.
De acordo com um documento do Governo sobre a execução orçamental de 2025, trata-se apenas de 82% da meta definida para todo o ano passado, depois de regulares crescimentos anuais anteriores, até ao recorde de 1,641 toneladas de ouro em 2024.
"Em função do uso desta linha nos próximos anos, e se o nível de execução e pagamento for ótimo, há possibilidades desta linha continuar a crescer no que toca ao valor", disse Daniel Chapo aos jornalistas depois de assistir à tomada de posse do Presidente da República de Portugal, António José Seguro.
“Partilhámos com o Presidente os principais resultados esperados deste novo quadro, desta nova parceria, que visa desbloquear a criação de empregos e oportunidades económicas em setores críticos para Moçambique, como a energia, o agronegócio e o turismo”, disse o diretor do Grupo Banco Mundial para Moçambique, Fily Sissoko, após uma audiência com o chefe de Estado, Daniel Chapo, em Maputo.
Economista e professor universitário norte-americano encontrou-se com o Presidente de Moçambique à margem da 39. ª Conferência Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), com quem partilhou notas estratégicas de desenvolvimento a longo prazo para o país.
O Conselho de Ministros analisou esta terça-feira, na reunião semanal, a execução do PESOE 2025, o primeiro ano de governação do Presidente Daniel Chapo, empossado em 15 de janeiro desse ano num clima de forte recessão económica após a contestação ao processo eleitoral de outubro de 2024.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reafirmou a disponibilidade para trabalhar com o novo Presidente português no reforço da cooperação bilateral e na consolidação dos laços entre os dois países.
Missão composta pelo Presidente Daniel Chapo, ministros, APIEX e Câmara de Comércio Árabe-Moçambicana estiveram em Abu Dhabi onde promoveram oportunidades de investimento.
Em entrevista à agência de informação financeira Bloomberg no âmbito da visita aos Emirados Árabes Unidos, Chapo afirmou: "O que queremos neste momento é concluir o acordo com o FMI e depois avançar para o aspeto que está a mencionar, nomeadamente a renegociação da dívida com os parceiros internacionais".
“Os resultados económicos (…) do primeiro ano de governação também são muito baixos, mas isso também não é nenhuma surpresa. O país esteve praticamente paralisado um trimestre, demorou dois trimestres a pôr tudo a funcionar e só o último trimestre de 2025 é que teve resultados minimamente positivos”, disse Fernando Lima, em declarações à Lusa.
De acordo com Tariq Nizami, representante do grupo composto por vários investidores do mundo, o encontro com o Presidente moçambicano permitiu a discussão de outros setores para investimentos, nomeadamente na agricultura, petróleo e gás, e tecnologia em projetos de cidades inteligentes.
O convite do chefe de Estado moçambicano ao empresariado dos Emirados Árabes Unidos foi feito após um encontro com o Presidente daquele país, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, em debate de alto nível sobre a aceleração da viabilidade de investimentos em infraestruturas no sul global.