O Governo queria inscrever no OE2025 uma redução de 2% no IRC mas após negociações entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, o Executivo optou por incluir na proposta uma redução menos pronunciada para ir ao encontro das pretensões dos socialistas. Agora, o Chega quer que o OE regresse à intenção original do Governo.
Em declarações à imprensa na sede do partido, Ventura afirmou que os cidadãos sentirão os efeitos negativos no IRS, que considera um "artifício de conforto", enquanto enfrentarão aumentos nos preços de bens essenciais, como combustíveis e automóveis.
"Maquiavel para Principiantes", o podcast semanal do JE da autoria do especialista em comunicação e cronista do "Jornal Económico", Rui Calafate, pode ser ouvido em plataformas multimédia como Apple Podcasts e Spotify.
Sem revelar o sentido de voto, mesmo depois da reunião com a bancada parlamentar, Ventura defendeu que este não é um OE do Chega, mas sim um "orçamento do PS e do PSD".
Avança o Correio da Manhã que, em caso de reprovação por parte do PS, o Chega atuará para assegurar a aprovação final do documento, evitando assim uma crise política.
A posição de inflexibilidade do Chega em relação ao OE chegou a ser definida como "irrevogável" por parte de André Ventura. A poucos dias da entrega do documento e com o impasse entre Governo e PS, a terceira maior força do Parlamento já admite viabilizar.
"A crescente agudização das desigualdades socioeconómicas, evidenciada pela polarização das condições de vida entre os diferentes estratos da sociedade, está a despertar uma grande preocupação, na medida em que acentua as disparidades estruturais já existentes, comprometendo, assim, os pilares da equidade e da coesão social", disse o Chega.
Explica o "CM" que o líder do Chega está a ser "fortemente pressionado por vários conselheiros nacionais do Chega e autarcas da distrital de Lisboa" para avançar para a aprovação do OE caso as negociações entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos não cheguem a bom porto.
Partidos da Madeira deixam também críticas ao Governo da República, quando se aproxima a entrega do OE2025, como por exemplo o de se esquecer das suas obrigações para com as Regiões Autónomas.
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, disse que o partido sempre este disponível para um acordo com o Governo sobre o Orçamento do Estado para 2025: "Nós desde o dia 10 de março à noite que estamos disponíveis para fazer um acordo de governo com o PSD. Foi o PSD que preferiu o PS", lamentou.
"Porque os novos tempos comportam novos desafios, diversas vezes conducentes a formas de violência, é também exigido ao legislador a criação de mecanismos que permitam responder às novas problemáticas na sociedade", sublinhou o partido liderado por André Ventura.
Continuamos sem discutir que Estado queremos, que funções e responsabilidade deve o Estado ter. E enquanto a economia informal continuar a representar 35% do PIB, o OE poderá ser, em parte, uma obra de ficção.
Para o presidente do Chega Madeira, Miguel Castro, todo o país, abrangendo também a Madeira, "está a ser vítima de uma política de imigração cega, que não olha aos interesses dos cidadãos.
Num palco montado no Rossio, no final da manifestação em Lisboa que durou cerca de hora e meia desde a Alameda, André Ventura pediu a todos que gritassem o que “a Europa inteira tem de ouvir a partir de Lisboa”.
"Parece me evidente que ficaria praticamente impossível ao Governo ceder em matérias de IRS, IRC ou até numa série de outras matérias que vimos há bocado o secretário do PS referir", declara o líder do Chega.
Apesar de considerar um boa escolha, André Ventura lamenta "o facto de o Governo não ter consensualizado com os outros partidos o nome do novo PGR". Acrescenta ainda que "no contexto de minoria parlamentar era muito importante que o Governo" o tivesse feito.
Numa intervenção durante a inauguração da sede do partido em Aveiro, André Ventura considerou que o governo PSD/CDS-PP tem estado a dar sinais de querer um entendimento com o PS para fazer passar o Orçamento de Estado para 2025.
Rui Paulo Sousa, deputado do Chega, disse ainda que foi acordada a divulgação pública do depoimento escrito de António Costa no ‘site’ da Assembleia da República às perguntas colocadas pelos deputados da comissão de inquérito.
Segundo o Governo, não decorreram “reuniões secretas”, mas sim encontros sobre “temas de interesse nacional”, “que ocorrem muitas vezes com discrição e sem a presença da comunicação social”.