O 'vetting' é um exame crítico para perceber se alguém é aceitável para posições em que tem de lidar com informações sensíveis, lugares que requerem confiança. Em Portugal não se pratica.
Após anúncio que vão ser revistos os tetos salariais dos altos dirigentes do Estado para “atrair os melhores”, socialistas alertam Governo para acautelar também valorização salarial de forma transversal na Administração Pública.
Para além de uma visão de país, as políticas públicas requerem uma abordagem integrada, com foco na missão, com objetivos claros e monitorização constante, tal como nas empresas.
Para além de factoides isolados, não existe um verdadeiro diagnóstico da situação de partida, nem se discute a sociedade que queremos, ou como lá chegar.
Esclarecedor seria discutir como alterar o paradigma fundamental do desenvolvimento do país, assente na lógica dos baixos salários e na produção de baixo valor acrescentado.
Governar com propaganda para satisfazer a boa consciência de uma certa “elite” lisboeta e menosprezar o problema da corrupção é uma excelente receita para promover os extremismos.
António Costa mostrou inteligência ao evitar nomeações de membros da mesma família no Governo, face à indignação que tais situações criaram, mas não resiste à tentação ancestral do favoritismo partidário.
Os cargos públicos têm de ser atrativos para quem não é político profissional. Não podem representar simultaneamente um sacrifício financeiro e um risco reputacional.