As legislativas, em que um total de 19 partidos e blocos disputaram os 101 lugares no parlamento, foram encaradas como um teste à mudança de políticas da Arménia face à Europa.
O partido de Pashinyan, Contrato Cívico, lidera todas as sondagens, apesar de ser criticado pela perda da região de Nagorno-Karabakh para o Azerbaijão e pelho falhanço em desmantelar o sistema oligárquico da Arménia.
Que não deverá chegar aos contornos da Ucrânia, mas que mais uma vez coloca o foco na forma como a União Europeia leva a cabo as suas iniciativas diplomáticas. Para todos os efeitos, a Arménia é mais um país ‘puxado’ por forças externas para decisões que deviam ser internas. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
O partido do atual primeiro-ministro, Nikol Pashinyan, segue folgadamente à frente nas sondagens, ‘apesar’ de tantos apoios externos e das reticências da Rússia.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, não quiseram deixar dúvidas à Arménia: o seu lugar é na Europa Ocidental. Resta saber o que dirá Moscovo.
O primeiro-ministro canadiano é o 'outsider' na cimeira da Comunidade Política Europeia, a ter lugar na Arménia. Os trabalhos ficaram marcados pela decisão de Trump retirar militares dos EUA estacionados na Europa. A Europa vai-se convencendo, apesar de Mark Rutte, que terá de se defender sozinha.
Os líderes da Arménia e do Azerbaijão assinaram um acordo de paz na Casa Branca, encerrando para já um conflito de fronteira que há décadas está ativo. O apoio do Irão a qualquer que se passe na Casa Branca é outra novidade.
“A UE devia adotar uma posição de neutralidade no caminho para a paz entre a Arménia e o Azerbaijão, como sempre fez”, disse o presidente azeri , Ilham Aliyev, no final de uma cerimónia em Bruxelas, na Bélgica, citado pela agência Azertac.
“Ambos os ministros e respetivas delegações discutiram os termos das cláusulas do projeto de acordo bilateral para o estabelecimento da paz e das relações interestatais entre a Arménia e o Azerbaijão”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros arménio num comunicado.
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros arménio, Ani Badalian, indicou na rede social X que as delegações arménia e azeri se encontraram na emblemática Villa Borsig da capital alemã.
Com o conflito entre arménios e azeris a conhecer mais uma escalada, o país que invadiu a Ucrânia assume uma forte posição contra a continuação dos combates… Mais negociações terão lugar esta quinta-feira.
Com a distância de poucos dias saem em português dois livros fundamentais de um casal que sofreu horrores sob a ditadura soviética: “Crepúsculo da Liberdade”, de Óssip Mandelstam e “Contra Toda a Esperança” de Nadejda Mandelstam.
Seja qual for o vencedor das eleições no país, herdará uma política externa feita de equilíbrios e da gestão da posição geopolítica funcional que a Turquia tem, mas que também foi construindo.
Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, reconhece "potencial de cooperação entre a Arménia, a Geórgia e Portugal em áreas tão diversas como a indústria automóvel, a construção, as tecnologias de informação e comunicações, no turismo", entre outras. Empresas têm na agenda reuniões "com parceiros locais com o perfil definido por cada empresa portuguesa participante" em Yerevan e Tbilisi.
Nikol Pashinyan encontra "problemas objetivos" nas relações com o Kremlin. E admite pedir assistência a outros países fora do âmbito da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO), uma aliança conjunta de defesa.