Numa altura em que pode estar para breve uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) do Novobanco, o Abanca afasta fazer novas compras em Portugal este ano. O foco está virado para a conclusão da integração do EuroBic.
O banco estatal recebeu cerca de 800 pedidos de utilização da garantia pública no crédito à habitação, o que corresponde a perto de 141 milhões de crédito solicitado e significa que a Caixa tem até 20 milhões já comprometidos da verba que lhe foi atribuída no âmbito desta medida.
Para aliviar o impacto das prestações do crédito à habitação, devido à subida das Euribor, foram criadas algumas medidas de apoio às famílias, que terminam esta terça-feira.
O Governo já definiu o valor máximo da garantia pública para ajudar os mais jovens a comprarem casa. Falta, agora, definir qual será o valor atribuído a cada instituição financeira.
A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting alerta que o leasing imobiliário é alvo de discriminação fiscal em Portugal e que é necessário fazer alguns ajustes nesse sentido para que possa ser uma alternativa ao crédito à habitação, nomeadamente para os mais jovens.
Jacobo Diaz, administrador financeiro do grupo Bankinter, garante que o banco está a dar todos os passos necessários para disponibilizar as soluções adotadas em Espanha e Portugal para apoiar os mais jovens na compra de casa.
O banco liderado por Mark Bourke está a promover as medidas do Governo para apoiar os mais jovens na compra de casa, ao mesmo tempo que promete devolver uma parte do empréstimo à habitação. Uma aposta feita para compensar a quebra da procura por este tipo de financiamento, que é generalizada a quase todo o sector financeiro.
Os juros elevados ditaram uma quebra na procura por crédito para a compra de casa por parte das famílias portuguesas. Mas esta tendência vai inverter-se nos próximos meses, acompanhando a recuperação que já se verifica noutros países europeus.
A DECO alerta para a urgência na adoção das regras comunitárias e a adoção de medidas adicionais para a proteção dos consumidores cujos créditos – incluindo os hipotecários –são vendidos a sociedades gestoras e fundos internacionais.
O Governo quer que os jovens até aos 35 anos possam ter garantias públicas para ter créditos à habitação financiados a 100%. O Banco de Portugal pede cautela na assunção deste risco pelo Estado.
A suspensão da comissão de amortização antecipada está a ajudar a contrariar a resistência que os portugueses têm à mudança, promovendo maior mobilidade dos clientes bancários que sem o travão do crédito à habitação procuram melhores condições noutras instituições financeiras.
Entram hoje em vigor as duas novas medidas anunciadas pelo Ministério das Finanças para mitigar o impacto da subida repentina dos juros nas prestações do crédito à habitação.
Parece haver luz ao fundo do túnel. Não só porque os bancos têm adaptado as respetivas ofertas e campanhas, como também porque o Banco de Portugal reduziu a taxa de stress de 3% para 1,5%.
O efeito conjugado de duas das medidas de apoio ao crédito à habitação pode reduzir em 25% o encargo mensal com prestação de um empréstimo de 100 mil euros e maturidade residual de 30 anos, segundo os cálculos do Ministério das Finanças.
Em entrevista ao JE, o economista e professor na Nova SBE, Pedro Brinca, traça um cenário de grandes dificuldades para as famílias e que sobre a bonificação dos juros, "o alívio será sempre uma ajuda, mas longe de ser uma solução", tendo em conta que para muitas famílias as prestações já poderão ter duplicado.