PCP considera que para proteger as pessoas é preciso “enfrentar os bancos”, o que não acontece nas medidas do Governo

O PCP salienta que o Governo deveria ter enfrentado os bancos para ajudar as famílias neste momento de aperto.

PCP considera que para proteger as pessoas é preciso “enfrentar os bancos”, o que não acontece nas medidas do Governo
PCP bandeira- Edgar Silva

Bruno Pires, deputado do PCP, afirma que as medidas apresentadas pelo Governo, para o apoio às famílias no crédito à habitação, são uma “evidência de que aqueles que certamente irão agradecer e aplaudir as medidas anunciadas são os donos e os administradores dos bancos, que continuam a ganhar com os sacrifícios do povo. Estamos perante opções insuficientes, injustas, e que, ao cabo de dez aumentos sucessivos das taxas de juro, pecam por tardias e insuficientes”.

“Estamos perante uma opção que é no fundo proteger e defender a banca, que já está a ganhar 11 milhões de euros por dia, perante aquilo que é apresentado aos portugueses como uma redução, teoricamente, da prestação que é paga ao banco, mas os pagamentos são adiados e aqueles que são, aparentemente, reduzidos terão de ser pagos totalmente mais tarde, de forma acumulada ao banco, isto significa poupança zero para as famílias e lucros, por inteiro, para os bancos”, sublinha o deputado.

https://jornaleconomico.pt/noticias/governo-aprova-reducao-da-euribor-em-30-durante-dois-anos-e-alargamento-da-bonificacao-dos-juros/

O PCP revela que “por outro lado, mantem-se o silêncio revoltante e incompreensível por parte do Governo relativamente à situação dramática que as populações enfrentam no que diz respeito ao arrendamento, e portanto para o PCP a situação é muito clara, não é possível responder aos problemas da habitação em Portugal sem enfrentar, sem ter a coragem politica de enfrentar os interesses mais poderosos do poder económico, desde logo no que diz respeito à banca e aos fundos imobiliários, e portanto em vez de estar a salvaguardar a posição, a garantir os lucros do banco e a sua proteção para o futuro, o que é preciso é proteger as pessoas, enfrentando os bancos”.

“Estamos a falar de uma situação em que o aumento das taxas de juro está a beneficiar os bancos, o tal lucro de 11 milhões diários , é diretamente resultante desta situação, e portanto aqueles que estão a ganhar com esta situação dramática das famílias, deviam desde logo ser chamados para contribuir para essa resposta”, afirma o deputado.

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