Apenas com uma abordagem integrada e sensível às reais necessidades dos compradores será possível transformar a habitação num direito acessível a todos e não apenas um privilégio para alguns.
Para aliviar o impacto das prestações do crédito à habitação, devido à subida das Euribor, foram criadas algumas medidas de apoio às famílias, que terminam esta terça-feira.
Os atrasos afetam 72% das empresas portuguesas, entre as quais mais de um terço se vê limitada em crescer e efetuar novos investimentos, de acordo com um estudo da Crédito y Caución e Iberinform.
A procura por crédito, nomeadamente para a compra de casa, tem sido travada pelos juros elevados. Mas a banca nacional já vê uma recuperação nos pedidos de empréstimo para este fim no terceiro trimestre do ano.
A Autoridade Bancária Europeia estima que o crescimento do crédito concedido às famílias portuguesas seja de apenas 0,7% este ano. Apesar de ser uma melhoria face a 2023, ano em que contraiu, a projeção aponta para uma recuperação lenta, num período marcado por taxas de juro ainda elevadas.
Com as dificuldades geradas pelo contexto económico, são muitos os portugueses que recorrem ao sistema "compre agora, pague depois". A problemática surge quando muitos se deparam com custos acima do que esperavam.
Nos indicadores de negócio em Portugal, que Maria Dolores Dancausa considerou “magníficos”, a carteira de crédito cresceu para 8,7 mil milhões de euros (mais 13% de crescimento anual). No total do grupo, a carteira de crédito cresceu 3%, para 75 mil milhões de euros.
Se pedir um crédito habitação, vai reparar que será obrigatório contratar um seguro de vida. Este pode ser o da própria instituição financeira ou o de uma outra seguradora.
Será que os portugueses gostam de crédito? E será que precisam? Que alternativas viáveis existem ao financiamento bancário? Ouça a entrevista com Diogo Ribeiro dos Santos professor de Finanças na AESE Business School e Partner na Angular Finance.
Nos contratos de crédito à habitação, assim como cartões e descoberto, a tendência foi semelhante, com recuos sempre acima de 5% no número de novos contratos e no valor envolvido.
O mais recente Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito do Banco de Portugal mostra que, no caso das empresas, houve um ligeiro aumento dos spreads e da restritividade de outras condições, sobretudo das garantias exigidas.
As mais recentes quedas do mercado refletem a eliminação dos excessos, constituindo, como sempre, uma oportunidade de investimento para os investidores de longo prazo.
2020 tem colocado o crédito habitação sob uma pressão nunca vista. O processo que antes exigia uma presença física, vê-se agora numa mudança de ADN consciente, mas muito mais rápida do que alguma vez pensámos.