“Sustentabilidade não é uma moda, é condição de competitividade para as empresas”

A secretária-geral do BCSD defende que a regulação é essencial para se concretizarem objetivos de sustentabilidade e aponta méritos ao trabalho que a Comissão Europeia está a fazer de reformulação do enquadramento e das prioridades. E lembra que, no final, será sempre uma questão de competitividade das empresas.

“Sustentabilidade não é uma moda, é condição de competitividade para as empresas”
Filipa Pantaleão_2025

O Business Council for Sustainable Development (BCSD) Portugal é um conselho empresarial, uma associação que agrega e representa mais de 200 empresas e grupos empresariais de referência, como a Delta, a EDP, a Brisa, a CGD, a Navigator ou a Sonae, que têm em comum um compromisso ativo para com as práticas ambientais, de sustentabilidade e de governança (ESG, na sigla em inglês).

Integra o World Business Council for Sustainable Development, a maior organização internacional empresarial a trabalhar a área do desenvolvimento sustentável, e desenvolve a sua atividade promovendo a colaboração entre as empresas na procura e partilha de soluções, mecanismos e ferramentas, mas também forma e evangeliza.

Filipa Pantaleão é secretária-geral do BCSD e lidera a equipa operacional. Nesta entrevista ao Jornal Económico aborda as alterações que têm sido feitas ao desenvolvimento de práticas sustentáveis, os riscos e as perspetivas de evolução, que vê como um caminho sem retorno, porque se trata da competitividade das empresas, empurrada por compromissos, mas principalmente por investidores, consumidores e pelo talento que querem captar. Mesmo que o desafio seja “enorme” para as empresas, incluindo as pequenas e médias empresas (PME) apanhadas na rede de obrigações das grandes organizações, e que seja necessário abordar uma “avalancha” regulatória. “Sustentabilidade e competitividade são inseparáveis”, avisa.

Conteúdo reservado a assinantes. Veja a versão completa aqui. Edição do Jornal Económico de 1 de agosto.

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