Depois dos Sindicatos da UGT é a vez do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) anunciar que chegou a acordo com o Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC) encerraram o processo negocial que conduziu à atualização de 4,5% do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para 2023.
Esta revisão aplica-se a todos os bancários, ativos e reformados, e às demais cláusulas de expressão pecuniária, com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2023.
A proposta inicial apresentada pelos bancos contemplava uma atualização de 2,5%, “valor que foi liminarmente rejeitado pelo SNQTB e que levou a manifestações de protesto junto às sedes do Novobanco, Banco BPI e Banco Santander no início deste ano”.
“Face a esta onda pública de indignação, diversos bancos avançaram com aumentos salariais, procurando sinalizar, no essencial, que não passariam a fasquia de atualização de 4%”, refere a instituição. Já o grupo dos bancos acabou por incrementar a sua proposta para 3% e, mais recentemente, para 4%.
O sindicato liderado por Paulo Gonçalves Marcos refere que “perante a insistência do SNQTB – e sabendo os bancos que, tal como quanto a 2022, este sindicato não deixaria de recorrer à conciliação e à mediação, para além da arbitragem, esta já possível em 2023 – o grupo de bancos veio rever a respetiva posição negocial, propondo agora uma atualização de 4,5%”.
“Face a esta proposta, resultante da persistência do SNQTB, que conduziu ao sucessivo incremento das propostas do GNIC, e tendo em consideração todos os demais fatores a ponderar, nomeadamente a perspetiva de continuação da evolução decrescente da inflação em 2023, o SNQTB entendeu ter chegado o momento de se chegar a um acordo quanto à atualização de 4,5% do ACT para 2023”, refere Paulo Gonçalves Marcos, presidente do sindicato.
O sindicato dos quadros explicou que “a sua proposta inicial do SNQTB de 6,25% teve em consideração a evolução previsível da inflação para 2023, os indicadores ao nível do setor bancário e os excelentes resultados alcançados pela banca e os ganhos de produtividade que deveriam ser repartidos de forma mais equitativa entre acionistas e trabalhadores”.