SNQTB rejeitou proposta da banca de aumentos salariais de 2% e pede 3,1%

O SNQTB cita o Boletim Económico de março de 2026 do Banco de Portugal, onde está previsto que a inflação (IHPC) deverá situar-se nos 2,8%, sendo que o Conselho de Finanças Públicas aponta para 2,9%. "Neste contexto, uma atualização salarial de 2% traduz-se, na prática, numa perda de poder de compra", refere o sindicato.

SNQTB rejeitou proposta da banca de aumentos salariais de 2% e pede 3,1%
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O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) rejeitou a proposta apresentada pelas Instituições de Crédito para uma atualização salarial de 2% em 2026, defendendo um aumento mínimo de 3,1%.

Em comunicado o SNQTB defende que a proposta apresentada não responde à realidade económica atual. “Não se trata de intransigência, mas de reconhecer que os números são claros”, sublinha o Sindicato liderado por Paulo Gonçalves Marcos.

O SNQTB cita o Boletim Económico de março de 2026 do Banco de Portugal, onde está previsto que a inflação (IHPC) deverá situar-se nos 2,8%, sendo que o Conselho de Finanças Públicas aponta para 2,9%. “Neste contexto, uma atualização salarial de 2% traduz-se, na prática, numa perda de poder de compra”, refere o sindicato.

Por outro lado, defende o sindicato, os salários na economia portuguesa registam um crescimento médio de cerca de 4,0%, o que coloca os trabalhadores bancários numa posição desfavorável face ao restante mercado de trabalho.

O SNQTB destaca ainda a pressão crescente sobre o custo de vida, em particular na habitação: desde 2016, os preços das casas aumentaram cerca de 140% e as rendas subiram 65% desde 2019. Em Lisboa, um trabalhador pode atualmente destinar cerca de 72% do rendimento mediano à habitação, diz a estrutura sindical.

“Apesar deste contexto, os principais indicadores económicos não apontam para um cenário de crise. O PIB deverá crescer 1,8%, o desemprego mantém-se em torno dos 5,8% e o investimento regista uma expansão de 3,8%”, afastando, na perspetiva do Sindicato, qualquer justificação para atualizações salariais abaixo da inflação.

O Sindicato sublinha ainda o nível de exigência associado à atividade bancária, que implica elevada qualificação, adaptação tecnológica contínua e cumprimento de um enquadramento regulatório cada vez mais exigente.

“O que está em causa é o mínimo economicamente defensável. Não aceitamos propostas que representem um retrocesso no rendimento dos trabalhadores”, reforça o SNQTB.

O Sindicato apela à mobilização dos trabalhadores bancários, sublinhando que “a união do setor será determinante para alcançar uma atualização salarial justa”.

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