Sectores corticeiro, papeleiro e de serviços ambientais mais resilientes face às advertências vividas

Segundo o estudo realizado pela Boston Consulting Group (BCG), as empresas ibéricas do sector de impressão, de produção de cortiça e de serviços ambientais provaram ser mais resilientes face à pandemia da COVID-19 e à guerra na Ucrânia do que as suas homólogas europeias.

Sectores corticeiro, papeleiro e de serviços ambientais mais resilientes face às advertências vividas
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As empresas ibéricas na área da impressão, produção de cortiça e serviços ambientais provaram ser mais resilientes face à pandemia de Covid-19 e à guerra na Ucrânia do que as suas homólogas europeias, de acordo com o “BCG Transform Index: The European Economy and the Resilience Imperative”, realizado pela Boston Consulting Group (BCG).

De acordo com o estudo elaborado para os mercados de Portugal e Espanha, o sector dos Metais e Mineração foi o mais resiliente, com uma pontuação alta em todas as dimensões (solvência, rentabilidade e estabilidade financeira), seguindo-se o sector da indústria química, com uma elevada pontuação em solvência e estabilidade financeira.

Por outro lado, o sector industrial foi o mais abalado, atingindo a pior classificação nas três dimensões, solvência, rentabilidade e estabilidade financeira.

Já o sector de tecnologia, média e telecomunicações vai continuar a enfrentar desafios, em particular ao nível das dimensões do estudo de rentabilidade e estabilidade financeira.

As empresas ibéricas já conseguiram ultrapassar as receitas obtidas antes da pandemia, mas as margens e EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ainda não recuperaram em todos os sectores.

De acordo com o estudo, 20% das empresas no território Ibérico tem um “free cash flow” negativo nos últimos 12 meses, um valor que fica abaixo do da média europeia (27%). Já a dívida líquida aumentou nos últimos 12 meses pela primeira vez desde 2019, sendo que apenas 20% da mesma é de “investment grade” – classificação que demonstra que um título apresenta um risco de incumprimento relativamente baixo -, o que é um valor muito inferior aos 45% médios a nível europeu.

O estudo identifica as principais estratégias que as empresas europeias, incluindo as portuguesas, devem implementar de forma a antecipar os desafios que estão iminentes e preparar um crescimento rentável a longo prazo, aumentando a sua resiliência; entre eles estão a estabilidade financeira e o aproveitamento das oportunidades de crescimento.

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