O dirigente do sindicato dos tripulantes disse esta quarta-feira, durante a sua audição na comissão de inquérito à TAP que existe uma companhia em Portugal que “opera ilegalmente e inconstitucionalmente”.
Ricardo Penarróias respondia à deputada bloquista sobre as contribuições pagas pela Ryanair à Segurança Social, comparativamente com as contribuições pagas pela TAP.
Segundo Mariana Mortágua, a companhia aérea irlandesa pagou à Segurança Social cerca de 44 milhões de euros num período de dez anos – entre 2013 e 2023. No mesmo periódo, diz, a TAP pagou 1,5 mil milhões.
Sobre a discrepância, Penarróias diz que “cumprir o que está na Lei sai caro”.
“Isto é prova de que o Estado permite que uma empresa opere ilegalmente em Portugal e digo isto com dados (…) A Ryanair tem acordos de empresa assinados com outros sindicatos”, continua. Acordos esses. acusa, que têm “cláusulas ilegais e inconstitucionais” e que mostram que “existe uma companhia em Portugal que opera ilegalmente e inconstitucionalmente”.
Plano de reestruturação “não serve para ninguém”
O representante do SNPVAC diz ainda que o plano de reestruturação, que não é conhecido pelos trabalhadores, “não serve para ninguém” e diz que os acordos de emergência assinados ferem a saúde da empresa, onde já se assista, refere, uma fuga de talento.
Segundo o mesmo representante, a TAP está com dificuldades em contratar e está a perder poder de negociação que está a “deixar muita gente qualificada sair” e que tem recorrido a “serviços externos que não cumprem os padrões da TAP” e dá um exemplo: tripulantes que falam búlgaro.