Relatora do relatório preliminar da TAP defende “maior e melhor articulação entre tutelas”

Para Ana Paula Bernardo há "a necessidade de maior e melhor articulação entre tutelas, a necessidade de serem estabelecido canais formais de relacionamento entre tutelas".

Relatora do relatório preliminar da TAP defende “maior e melhor articulação entre tutelas”
imagem-tap-express-reuters_1-2540258_20230303211314

A relatora do relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à TAP, Ana Paula Bernardo, defendeu uma “maior e melhor articulação entre tutelas”, quando falava sobre as conclusões do relatório.

“Ao longo das propostas poderá verificar que existem situações identificadas de intervenções do Estado menos felizes e que portanto merecem ser equacionadas no futuro”, explicou em conferência de imprensa esta quarta-feira.

Para Ana Paula Bernardo, há “a necessidade de maior e melhor articulação entre tutelas, a necessidade de serem estabelecido canais formais de relacionamento entre tutelas e nomeadamente uma ou outra situação inclusivamente o reconhecimento até por parte dos membros o Governo de que em determinado momento estiveram menos bem”.

Ainda que a relatora não especifique as tutelas a que se refere, é importante relembrar que se verificou uma falta de comunicação entre os Ministérios das Infraestruturas e das Finanças, tendo Alexandra Reis passado de administradora da TAP, de onde saiu com uma indemnização de 500 mil euros, para a gestão da NAV e posteriormente para a secretaria do Tesouro, já com Fernando Medina na pasta.

Na noite de terça-feira foi divulgada a versão preliminar da CPI à TAP, que atribui praticamente toda a responsabilidade pela saída de Alexandra Reis da companhia ao arrepio do Estatuto do Gestor Público à então CEO Christine Ourmières-Widener.

Relacionado

CPI à TAP: versão preliminar atribui maior parte das ‘culpas’ à CEO e aos advogados da companhia

CPI à TAP: versão preliminar atribui maior parte das ‘culpas’ à CEO e aos advogados da companhia

Filipe Alves5 Jul
O relatório preliminar da CPI à TAP, redigido pela deputada socialista Ana Paula Bernardo, passa a maior parte das responsabilidades para a ex-CEO e para os advogados. Pedro Nuno Santos escapa quase incólume, bem como Fernando Medina, com a versão preliminar a concluir que as demissões da CEO e do chairman da TAP foram feitas de acordo com as regras. João Galamba não é beliscado, uma vez que o caso Frederico Pinheiro ficou de fora.