“Reivindicações da Madeira para o OE2024 foram ignoradas”, diz secretário das Finanças

Entre as reivindicações que foram ignoradas no OE2024, disse o governante, esteve a prorrogação do licenciamento de empresas a partir de janeiro de 2024.

“Reivindicações da Madeira para o OE2024 foram ignoradas”, diz secretário das Finanças
rogerio_gouveia

O secretário regional das finanças, Rogério Gouveia, considerou que as reivindicações que a Região Autónoma da Madeira tinha colocado para o Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) foram ignoradas.

Entre elas o governante chamou a atenção para a não prorrogação do licenciamento de empresas para a Zona Franca a partir de 1 de janeiro de 2024, algo que no seu entender precisa de ser corrigido.

Rogério Gouveia chamou também a atenção para a importância de se suspenderem determinados artigos da Lei das Finanças Regionais que têm prejudicado as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

O governante sublinhou também que o OE2024 não contempla os montantes que estão em dívida, para com a Madeira, relativamente aos subsistemas de saúde, e também os montantes referentes a impostos de anos anteriores.

“Vemos que as transferências para a Madeira decorrem da aplicação literal na atual redação da Lei das Finanças Regionais. E de certa forma vêm dar cobertura às reivindicações da Região para alteração desta lei. Ficamos sujeitos a estes ciclos de transferências indexados ao Produto Interno Bruto (PIB) da região e que importa de uma vez por todas sanar e torna-las permanentes e não sujeitas aos ciclos económicos que demonstram que numa altura em que mais precisamos da solidariedade do Estado, que foi a pandemia da Covid-19, foi o ano em que as transferências foram cortadas”, disse Rogério Gouveia.

O secretário regional das Finanças acrescentou que as transferências do OE2024 refletem a redução do PIB que a Região sofreu há dois ou três anos.

O OE2024 contempla maiores transferências para a Madeira e para os Açores, ao abrigo da Lei das Finanças Regionais. São transferidas também maiores verbas para os municípios das Regiões Autónomas e do território continental em 1,9 mil milhões de euros.

Relacionado

Comércio eletrónico ganha peso no regresso às aulas

Comércio eletrónico ganha peso no regresso às aulas

Almerinda Romeira20 Ago
Estudo da Webloyalty revela que 81% dos portugueses irão gastar até 200 euros nas lojas online no regresso às aulas. O material de papelaria concentra a maior fatia dos gastos, mas tecnologia afirma-se como categoria relevante, com 33% dos compradores a adquirir dispositivos ou equipamento daqui até ao Natal.