Quase metade das farmacêuticas já utilizam IA no processo de identificação de alvos de tratamento

Um estudo da Bain&Company revela que 40% dos executivos afirmam que já incluíram as estimativas de poupança relacionadas com IA no orçamento de 2024 e mais de metade dos inquiridos revelam que já têm metas definidas para poupança em custos ou aumentos de produtividade.

Quase metade das farmacêuticas já utilizam IA no processo de identificação de alvos de tratamento
Foto cedida

O sector farmacêutico tem demonstrado grande confiança na tecnologia de Inteligência Artificial (IA). De acordo com um estudo da Bain&Company, How to successfully scale generative AI in pharma, 46% das empresas no sector já utilizam IA como parte do seu processo para identificar potenciais alvos de tratamento de doenças.

Cerca de 40% dos executivos afirmam que já incluíram as estimativas de poupança relacionadas com IA no orçamento de 2024 e mais de metade dos inquiridos revelam que já têm metas definidas para poupança em custos ou aumentos de produtividade. Já 75% dos executivos consideram-na uma prioridade para as equipas de gestão.

O estudo revela ainda que 54% das empresas do sector já dispõem de soluções automatizadas de revisão da literatura biomédica.

José Viana Baptista, sócio associado da Bain&Company, afirma que “o nível, a velocidade e o sucesso da experimentação têm sido impressionantes. Mas à medida que os primeiros sucessos suscitam o interesse da organização, torna-se crítico que os executivos passem da inovação em casos isolados para programas de IA generativa integrados, que sejam capazes de ser levados à empresa no seu conjunto”.

“Os pioneiros da IA na indústria farmacêutica não se limitam a criar duas ou três provas de conceito, mas apostam em planos para, assegurando a contenção do risco, ampliar essas provas de conceito e implementá-las em escala”, sublinha a consultora.

Com a utilização de IA este sector pode aumentar a sua produtividade. A Eli Lilly, uma farmacêutica, estima ter economizado, com o uso desta tecnologia, cerca de 1,4 milhões de horas de atividade humana desde 2022. A farmacêutica revelou que com mais investimentos em IA pretende atingir os 2,4 milhões de horas até ao final do ano.

No entanto, as empresas farmacêuticas enfrentam desafios, nomeadamente o de assegurar que a organização está preparada para a introdução de IA. Para superar o desafio, a Bain&Company considera importante atuar em três frentes, no foco na estratégia, na liderança através da mudança e em construir as fundações.

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