Com a escalada de preços nos últimos meses e menos dinheiro (devido ao aumento da inflação), os portugueses estão mais exigentes nas compras e acabam por ser mais seletivos na escolha dos artigos que levam para casa.
Ainda que o salário mínimo nacional tenha aumentado, a instabilidade do mercado não permite grandes gastos. Um estudo do Produto do Ano concluiu que os portugueses procuram, cada vez mais, produtos com uma boa relação qualidade/preço (72% dos inquiridos).
Quando procuram um novo produto, 53% dos consumidores portugueses desejam que os mesmos sejam eficazes na sua função principal, enquanto 22% destaca a importância de adquirir um produto que faça ganhar tempo.
No momento das compras, 32% dos consumidores procura por produtos que melhorem a saúde (18% desejam que o mesmo seja natural) e 25% considera que a sustentabilidade é um fator relevante na escolha dos mesmos.
“Podemos concluir que os consumidores portugueses estão cada vez mais conscientes das suas escolhas de consumo e estão dispostos a pagar por produtos de qualidade e que sejam sustentáveis. As empresas que investem na qualidade, no preço justo e na sustentabilidade dos seus produtos conseguem, desta forma, responder às novas necessidades dos consumidores e, assim, destacam-se no mercado”, salienta Sónia Cardoso, managing partner do Produto do Ano.
Na escolha de novos produtos, 15% dos portugueses inquiridos destacam a importância dos produtos serem inovadores, 13% considera que as novas tecnologias nos artigos são atrativos, 7% apontam a necessidade de ser um produto facilmente transportável e 6% considera que o mesmo deve ser divertido.
Assim, os consumidores portugueses dão cada vez mais valor a produtos a bom preço, tendo como base a qualidade (que deve corresponder às expectativas e necessidades), mas os mesmos devem ser sustentáveis e, idealmente, naturais.