O presidente russo, Vladimir Putin, disse estar satisfeito em aceitar o convite de Xi Jinping para visitar a China, em outubro, para o Fórum Cintura e Rota da Seda – o programa de largo espetro para disseminar o comércio entre a China e os seus parceiros externos, refere a imprensa russa.
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“Certamente tive o prazer de aceitar o convite do presidente chinês para visitar a China em outubro como parte de um evento que promove a estratégia do presidente chinês, que se transformou numa marca internacional”, disse Putin numa reunião com Wang Yi, membro do Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista da China (PCCh) e diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores do partido.
Putin enfatizou que a visita e a própria estratégia estão totalmente alinhadas com os interesses da Rússia e da China, “pois harmoniza as nossas ideias para criar um vasto espaço eurasiático”. “Estamos em total sintonia”, acrescentou, citado pela agência TASS.
O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse entretanto que os preparativos já estão em andamento para a visita e que as datas serão anunciadas em breve.
A iniciativa Cintura e Rota da Seda, conceito proposto por Xi Jinping em 2013, tem como objetivo recriar simbolicamente a antiga Rota da Seda. O objetivo é que a China consiga aceder aos mercados na Ásia Central, Oriente Médio, Europa, África e outras regiões, além de intensificar o comércio internacional e promover projetos de investimento envolvendo um grande número de nações.
A estratégia da China ‘esbarra’ com os interesses de alguns países ocidentais, que observam a iniciativa como uma forma de aumentar a influência chinesa no exterior e hipotecar interesses nacionais ao dinheiro chinês. Portugal chegou a ser, no quadro da visita de Xi Jinping ao nosso país, um parceiro que – até pelos laços ancestrais entre ambos – parecia alinhado com a China. Mas o certo é que, desde que a União Europeia decidiu alinhar pelas conveniências dos Estados Unidos no que tem a ver com a guerra comercial que envolve as duas maiores economias do mundo, o assunto caiu no esquecimento.