Já estalou a primeira polémica ainda antes de se iniciar oficialmente as audições da comissão de inquérito sobre as declarações de Sérgio Marques que denunciou obras inventadas, e influência de empresários no afastamento de secretário regionais do executivo madeirense.
Em causa a ligação do atual presidente do PS Madeira e deputado do PS na Assembleia da Madeira, Sérgio Gonçalves ao Grupo Sousa, no dia em que estava marcada a audição parlamentar ao CEO do Grupo Sousa, Luís Miguel de Sousa.
Recorde-se que ainda deputado na Assembleia da República pelo PSD, Sérgio Marques, admitiu ao DN que o CEO do Grupo Sousa tinha tido influência no afastamento do na altura secretário regional do Turismo, Eduardo Jesus, que tinha sob a sua tutela os portos, do Governo da Madeira.
Sérgio Marques admitiu também que tinha sido afastado do Governo da Madeira devido à influência do responsável pelo Grupo AFA, Avelino Farinha.
Ainda antes do presidente da Comissão de Inquérito, Adolfo Brazão, do PSD, passar a palavra às bancadas parlamentar para inquirir Luís Miguel de Sousa o deputado do PSD, Brício Araújo, pede a palavra ao presidente da comissão.
“Antes de iniciarmos os trabalho queria saber se Sérgio Gonçalves declarou essa ligação ao Grupo Sousa à altura dos factos”, disse Brício Araújo.
“É fundamental para manter aquela linha de transparência que tem sido proclamada pelo PS. É fundamental esclarecer esta situação”, afirmou Brício Araújo.
“Quero deixar bem claro que Sérgio Gonçalves pode fazer as perguntas que quiser. Agora temos de saber se falou a verdade ou se prestou falsas declarações. Refiro-me à declaração de interesses enquanto membro da Comissão de Inquérito se havia alguma situação conflituante em termos de interesses por parte de Sérgio Gonçalves”, continuou Brício Araújo.
Em resposta o presidente da Comissão de Inquérito disse que Sérgio Gonçalves não expressou na declaração esse possível conflito de interesses.