O Presidente da República, António José Seguro, considerou esta quinta-feira que não é a Constituição que impede a resolução dos problemas da vida dos portugueses e que a frustração que as pessoas sentem é com o incumprimento do texto fundamental.
Na sessão solene comemorativa do 50.º Aniversário da Constituição da República Portuguesa, que decorreu esta manhã na Assembleia da República, António José Seguro defendeu que a “frustração que os portugueses sentem não é a da Constituição”, mas a “do seu incumprimento”.
Para o Presidente da República, não é texto o fundamental que “impede a resolução” dos problemas concretos da vida dos portugueses.
“Esta data não pertence ao passado, esta data pertence a todos nós. Ao Portugal que somos e que queremos continuar a ser. É por isso que nos reunimos aqui todos”. Na “Casa de expressão plural da soberania do povo português”, assinalou, para celebrar a “Constituição, um ideal e um modo de ser nação”, afirmou o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, passando a uma “dupla homenagem, mais do que justa, necessária e sentida”, aos Capitães de Abril, por um lado, e aos membros da Assembleia Constituinte eleita em 25 de abril de 1975.