O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, pediu, durante a abertura do Fórum Económico Internacional, um reforço da união a nível político, económico e cultural, entre os países de língua portuguesa ou que sejam influenciados pela presença de portugueses, de modo a afirmar estes países no mundo.
José Manuel Rodrigues quer uma agenda a 10 anos onde estejam contidos objetivos e estratégias de cooperação.
“A nova Ordem Internacional que se esboça no horizonte, fruto da pandemia, da guerra no coração da Europa, da possível emergência de novos conflitos, do realinhamento estratégico entre nações e de uma nova correlação de forças entre blocos, deve fazer-nos refletir sobre o futuro do espaço lusófono e da organização que o corporiza, a Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa”, disse o presidente do parlamento madeirense.
José Manuel Rodrigues considerou que num mundo cada vez mais globalizado “a influência e o poder geoestratégico já não se medem por país, mas por cada espaço político e económico, aglutinador de nações, e pela influência que estas uniões podem ter noutras latitudes”.
O presidente da Assembleia da Madeira defendeu que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “não pode ser apenas um grupo de países amigos; uma comunidade de povos que têm em comum a mesma língua; esse é o cordão umbilical, mas podemos e devemos crescer no sentido de uma maior interpenetração política e comercial, criando mais-valias para todos e potenciando a nossa presença no plano internacional”.
Para José Manuel Rodrigues a “afirmação internacional da lusofonia passa também pela capacidade que tivermos de agregar, de forma mais forte, as nossas comunidades emigrantes a este projeto da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa”.
O presidente do parlamento regional considerou que esse desafio “está colocado” aos Estados, e mostrou convicção “de que só será concretizável se conseguir mobilizar as entidades privadas, o meio empresarial e as organizações das nossas sociedades”.