Presidenciais: CGTP considera que resultados demostram derrota do projeto “reacionário e anti-democrático” de André Ventura

A central sindical sublinhou que nestas eleições presidenciais os trabalhadores deixaram bem claro que "exigem o cumprimento" da Constituição da República Portuguesa e todos os valores que a mesma incorpora. "Os valores de Abril", reforçou a CGTP, liderada por Tiago Oliveira.

Presidenciais: CGTP considera que resultados demostram derrota do projeto “reacionário e anti-democrático” de André Ventura
Tiago Oliveira, líder da CGTP, nos protestes que decorreram a 8 de novembro de 2025. Créditos ANTONIO COTRIM/LUSA

A CGTP considerou, na segunda-feira, que os resultados da segunda volta das eleições presidenciais, que elegeram António José Seguro como o novo Presidente da República, “demonstraram de forma evidente a derrota” do projecto “reacionário, anti-democrático e de ataque aos direitos individuais e coletivos dos trabalhadores”, corporizado pela candidatura de André Ventura.

A central sindical sublinhou que nestas eleições presidenciais os trabalhadores deixaram bem claro que “exigem o cumprimento” da Constituição da República Portuguesa e todos os valores que a mesma incorpora. “Os valores de Abril”, reforçou a CGTP, liderada por Tiago Oliveira.

“Assim, no quadro institucional que sai destas eleições, com a vitória de António José Seguro, a CGTP-IN continua a exigir isso mesmo, o respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa, o direito ao trabalho e ao trabalho com direitos, a defesa dos serviços públicos e da soberania do Estado”, afirmou a estrutura sindical.

Para a central sindical a continuação e intensificação da luta ganha, assim, “ainda mais importância”. A CGTP assinalou que depois da “grande resposta” dos trabalhadores, nomeadamente na grande greve geral do passado mês de dezembro e em mais de 192 mil assinaturas recolhidas, os trabalhadores “continuam a exigir a retirada” do pacote laboral, a “propor a revogação das normas gravosas da legislação laboral, a inversão do aprofundamento da política de direita que está na base dos défices e dificuldades que todos os dias marcam a vida de quem trabalha e trabalhou no nosso país, exige a organização, esclarecimento, mobilização e acção” dos trabalhadores.

“Apelamos a uma forte participação na Acção de Mobilização Geral – mais salário e direitos para uma vida digna – contra o aumento do custo de vida e pela retirada do Pacote Laboral – com início a 9 de Fevereiro, e na Manifestação Nacional do próximo dia 28 de Fevereiro, sábado, em Lisboa e Porto, pelos salários e os direitos, por melhores pensões, contra o aumento do custo de vida, pela defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, da Segurança Social, da Saúde, da Educação e da Habitação, fazendo convergir nas ruas as lutas dos trabalhadores de todos os sectores, reafirmando a exigência da retirada do Pacote Laboral de assalto aos direitos, com o lema: Abaixo o Pacote Laboral | É possível uma vida melhor – mais salário, direitos e serviços públicos”, acrescentou a central sindical.

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