Portugal está energeticamente menos dependente do exterior, indica o ‘Energia em Números’ do Observatório da ADENE. Os dados indicam que o país reduziu dos 84,6% em 2002 para os 71,2% em 2022.
“Registou-se um aumento face a 2020 e 2021, consequência da retoma pós Covid-19. Um dos principais objetivos da política energética nacional é a redução dessa dependência para 65% em 2030, conforme estabelecido no Plano Nacional Energia Clima 2030”, indicou a ADENE.
O ‘Energia em Números’ refere que o consumo de energia primária em 2022 aumentou 2,4%, face ao ano anterior, para os 21.315 ktep (quantidade de energia libertada ao queimar uma tonelada de crude).
“Em 2022 [face ao ano anterior] a intensidade energética em energia primária diminuiu 3,8%. A intensidade energética em energia final diminuiu 4,9%. A intensidade energética em eletricidade diminuiu 4,1%”, diz o Observatório da ADENE.
Portugal viu o saldo importador de eletricidade subir 94,7%, em 2022, comparado com o ano anterior, referiu a ADENE, que acrescentou que em 2022 a incorporação de fontes de energia renovável no consumo final bruto aumentou para os 34,7% superando a meta que estava definida para 2024.
“Em 2022, a quota de renováveis na eletricidade aumentou para 61% (mais 2,6 pontos percentuais (p.p.) face a 2021). Em 2002, a quota de renováveis nos transportes foi de 8,7% (mais 0,1 p.p. face a 2021). Portugal mantém-se, em 2022, como o quarto país com a maior quota de eletricidade proveniente de Fontes de Energia Renováveis (FER), atingindo 61%, e o sexto país com o maior peso da energia proveniente de fontes de energia renováveis no Consumo Final Bruto (CFB), ao atingir os 34,7%”, diz a ADENE.
O ‘Energia em Números’ sublinha que entre 2012 e 2023 a potência instalada renovável para produção de eletricidade aumentou 69,5%, para os 7,7 gigawatt (GW), e que a a potência instalada não renovável para produção de eletricidade diminuiu 3,4 GW (-36,3%).
“O sector dos transportes continua a ser o principal consumidor de energia, representando, em 2022, 35,4% do consumo total de energia final”, salientou a ADENE.