Portugal: 40% dos empregadores usam tecnologias baseadas em IA nos processos de recrutamento

Estudo da Experis divulgado esta quarta-feira revela que mais de metade dos empregadores a nível global (53%) já utiliza ferramentas de IA na contratação e integração de colaboradores. Adoção em Portugal é ligeiramente inferior: 40%, mas 25% prevê implementar estas soluções nos próximos 12 meses.

Portugal: 40% dos empregadores usam tecnologias baseadas em IA nos processos de recrutamento
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O talento está na linha da frente da adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA) no mundo e Portugal não é exceção, embora vá mais lentamente do que a média dos países considerados, conclui o estudo Global Insights Whitepaper: Construir e sustentar uma carreira significativa na era da IA, divulgado esta quarta-feira, pela Experis.

Em Portugal, a adoção atinge 40%, com 25% dos empregadores a prever implementar estas soluções nos próximos 12 meses. A nível global, 53% dos empregadores dizem já utilizar ferramentas de IA na contratação e integração de colaboradores.

Apesar da crescente aceitação do uso de IA nos processos de recrutamento, salvaguarda o estudo, a tecnologia apresenta diferentes níveis de maturidade nas organizações. Neste contexto, os empregadores valorizam cada vez mais candidatos capazes de utilizar a IA “de forma informada, responsável e alinhada com a realidade e os objetivos da empresa”.

A maioria 80% dos empregadores em Portugal consideram “aceitável” que os candidatos recorram à IA para procurar emprego. Neste processo, 35% aceitam que a IA seja usada pelos candidatos para explorar potenciais empresas e oportunidades, 31% para preparar entrevistas, 29% para obter informação sobre a empresa e 28% para otimizar o currículo ou a carta de recomendação. A nível global, a aceitação é ainda maior, rondando os 85%.

A abertura ao uso de IA por parte dos candidatos varia entre setores.

As áreas de tecnologias da informação, energia e serviços públicos, bem como transportes, logística e automóvel, destacam-se em Portugal como sendo as mais recetivas à utilização destas ferramentas durante o processo de recrutamento.

O estudo da Experis, marca que integra o universo ManpowerGroup, identifica uma relação direta entre o nível de maturidade digital das organizações e a sua abertura ao uso de IA: empresas menos propensas a adotar IA internamente tendem a ser também menos recetivas à sua utilização por parte dos candidatos.

“A IA está a consolidar-se como uma ferramenta relevante tanto para empregadores como para candidatos, particularmente nos processos de recrutamento e onboarding”, salienta Nuno Ferro, brand leader da Experis.

“Os dados mostram que o uso de IA pelos candidatos já não é visto como uma infração ao processo de recrutamento, mas sim como um reflexo da evolução do mundo do trabalho. O verdadeiro fator diferenciador deixou de ser o acesso a esta tecnologia e passou a ser a forma como é utilizada”, explica, salientando que os candidatos mais valorizados são aqueles que sabem aplicar a IA com critério, transparência e alinhamento com o grau de maturidade digital das empresas.

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