Plataformas da Meta são as principais responsáveis por burlas na Revolut

De acordo com os dados da Revolut, durante o primeiro semestre do ano as plataformas da Meta foram responsáveis por 63% das burlas globais da fintech. Perante estes dados, apela à Meta para que reembolse as vítimas de fraude.

Plataformas da Meta são as principais responsáveis por burlas na Revolut
Revolut

A Revolut, uma fintech de serviços bancários, revelou que as plataformas da Meta são as que maior número de burlas regista. Na primeira metade do ano, as plataformas da Meta foram responsáveis por 63% de todas as burlas relatadas à empresa.

Perante estes dados, a fintech apela à Meta para que reembolse as vítimas de fraude, referindo que a recente parceria, entre o Instagram e Whatsapp com os bancos e instituições financeiras do Reino Unido, de partilha de dados fica muito aquém do que é necessário para combater este tipo de fraude a nível mundial.

Apesar dos números de burlas na primeira metade do ano terem registado uma subida a nível global, em Portugal a situação é diferente. As plataformas da Meta são responsáveis por 52% das fraudes registadas no país, o que representa uma descida de 6% face ao último semestre do ano passado.

De todas as redes que a Meta detém, o Facebook é a mais comum na Europa para este tipo de burla, sendo responsável globalmente por 39% das fraudes, enquanto no Whatsapp registaram-se 18% e no Telegram 12%.

Em Portugal, a situação também é diferente, uma vez que a plataforma mais comum para burlas é o Telegram, com 29%, seguido do Whatsapp, com 24%, e por fim do Facebook, com 19%.

Parceria entre a Meta e os bancos do Reino Unido

A Revolut considera que esta parceria fica aquém do que é necessário, uma vez que a iniciativa não aborda o que é necessário para combater a fraude.

“A atenção está a ser colocada nas instituições financeiras para que forneçam dados sobre as fraudes observadas nas plataformas Meta, em vez de a Meta investir mais na monitorização das suas próprias plataformas”, refere em comunicado a fintech, que também sublinha que esta parceria só se foca no Reino Unido, quando a fraude é um problema global.

Para além destes dois pontos, a Revolut salienta que continua a “não haver qualquer compromisso de comparticipação no reembolso das vítimas defraudadas nas plataformas da Meta”.

Woody Malouf, Head of Financial Crime da Revolut, afirma que “estes planos são passos de bebé, quando o que o setor realmente precisa é de dar saltos gigantescos. O que o nosso último relatório sobre a criminalidade financeira mostra é que as plataformas de redes sociais não só continuam a permitir a fraude, mas que o problema é tão grave hoje como era no ano passado”.

“Estamos confiantes nas medidas que o Governo português está a tomar para combater a fraude, mas o que é urgente agora é que a Meta e outras empresas de redes sociais se comprometam a apoiar as vítimas de fraude da mesma forma que as instituições financeiras o fazem. O seu silêncio sobre esta questão diz tudo”, refere Woody Malouf.

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