Pedro Nuno Santos: aeroporto do Montijo abriria em 2026 se Costa não tivesse revogado despacho

Ex-ministro deixa críticas ao cancelamento da sua decisão pelo então primeiro-ministro. E duvida que novo aeroporto esteja pronto em 2037, prevendo que o "caos" no aeroporto de Lisboa mantenha-se até lá.

Pedro Nuno Santos: aeroporto do Montijo abriria em 2026 se Costa não tivesse revogado despacho
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Foi um dos casos polémicos do verão de 2022. O despacho do então ministro das Infraestruturas durou apenas 24 horas antes de ser revogado pelo então primeiro-ministro.

Pedro Nuno Santos veio hoje a público deixar críticas a António Costa por ter cancelado a sua decisão em junho de 2022, isto num dia em que o aeroporto de Lisboa volta a rebentar pelas costuras devido às inúmeras filas de espera na fronteira.

“Em 2022 fui amplamente criticado e tive um despacho revogado. Mas se não tivesse sido revogado, já no próximo ano podíamos estar a abrir o aeroporto do Montijo”, escreveu hoje o ex-líder socialista nas redes sociais. “Ou seja, em quatro anos (a contar a partir do verão de 2022) poderíamos ter uma nova pista no Montijo e estaríamos em condições de poder aliviar o Humberto Delgado”.

“O problema fundamental é termos um aeroporto a rebentar pelas costuras, há muitos anos. Não há remendos que resolvam um problema estrutural”, escreveu.

“Montenegro e Pinto Luz, mais preocupados em fazer oposição ao governo socialista que com o futuro do país, ajudaram a bloquear a situação. Mas não foram os únicos. Assim, se todos os prazos correrem bem (o que duvido), teremos novo aeroporto em Alcochete apenas em… 2037. E caos, até lá”, concluiu Pedro Nuno Santos.

No final de junho de 2022, o socialista publicou um despacho com o objetivo de avançar com as obras na base aérea do Montijo em 2023 para que a infraestrutura estivesse pronta em 2026 para funcionar em conjunto com o aeroporto de Lisboa, até estar concluído o aeroporto de Alcochete.

“O primeiro-ministro determinou ao ministro das Infra-estruturas e da Habitação a revogação do despacho ontem publicado sobre o Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”, comunicou o gabinete de António Costa um dia depois, deitando por terra o plano do ministro das Infraestruturas.

Pedro Nuno Santos duraria mais seis meses no cargo, tendo demitindo-se no final do ano após a polémica em torno do pagamento da indemnização à administradora da TAP Alexandra Reis.

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