Pacto Climático Europeu pede às autarquias para aplicaram a lei das beatas

“A Lei 88/2019 proíbe deitar pontas de cigarros para o chão, responsabiliza particulares e empresas pela sua recolha e encarrega as autarquias, a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) e as polícias pela sua fiscalização”, mas “quase ninguém cumpre a lei, nenhuma entidade fiscaliza, não há sanções aplicadas”, lamentaram as duas estruturas.

Pacto Climático Europeu pede às autarquias para aplicaram a lei das beatas
beatas

O Pacto Climático Europeu (PCE) e a Ecomood – Climate Alliance Portugal pediram hoje às autarquias portuguesas que apliquem a legislação sobre as beatas de cigarros, que existe há seis anos, mas que “quase ninguém” cumpre.

“A Lei 88/2019 proíbe deitar pontas de cigarros para o chão, responsabiliza particulares e empresas pela sua recolha e encarrega as autarquias, a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) e as polícias pela sua fiscalização”, mas “quase ninguém cumpre a lei, nenhuma entidade fiscaliza, não há sanções aplicadas”, lamentaram as duas estruturas.

Neste âmbito, mandaram uma carta ao novo presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Pedro Pimpão, pedindo-lhe que “alerte e mobilize as câmaras municipais para o cumprimento da lei”.

Desde 2019 que esta lei “proíbe o descarte de pontas de cigarros e de outros produtos de tabaco para o chão”, prevendo “sanções para os particulares que o façam e para as empresas que não promovam a sua recolha nos perímetros sob sua responsabilidade”, explicaram.

O PCE e a Ecomood querem que os municípios e as autoridades competentes “sejam incentivados para a aplicação e fiscalização do cumprimento da Lei 88/2019”, incluindo a aplicação de coimas.

“Mais de seis anos após a sua aprovação pela Assembleia da República, esta lei continua sem ser aplicada”, escreveu o embaixador do PCE e coordenador da Ecomood António Gonçalves Pereira, na carta enviada à ANMP.

O responsável apontou a necessidade de haver sensibilização, de serem disponibilizados cinzeiros no exterior de espaços de utilização pública e também fiscalização e aplicação de coimas.

É sugerido aos municípios que atuem para que a fiscalização seja feita não só por eles, “mas também pela ASAE, pela Polícia Municipal nos concelhos em que esta existir, pela PSP, pela Polícia Marítima e pelas demais entidades com competências na matéria”.

No dia 21, será realizada, em Algés, a iniciativa “Limpar (Beatas) de Bicla”, com o objetivo de alertar a população para o problema e pedir às autarquias que exerçam as suas competências.

Durante esta ação, “ambientalistas irão de bicicleta recolher pontas de cigarros e separar este resíduo perigoso”, com os apoios da empresa municipal de mobilidade Parques Tejo e do município de Oeiras.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”
Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Bianca Marques28 Ago
O Chega admite avançar já na próxima semana com uma moção de censura ao Governo, aumentando a pressão sobre o executivo. Apesar da iniciativa, a aprovação do texto é, para já, considerada pouco provável, com o PS a afastar o cenário, a Iniciativa Liberal a defender estabilidade política e o PCP a não excluir o recurso aos instrumentos parlamentares disponíveis.