A Otovo, um marketplace europeu de instalações solares e baterias para o mercado residencial, apresentou uma receita no terceiro trimestre de 33,1 milhões de euros, o que representa um crescimento de 67% face ao mesmo período de 2022.
Entre os meses de julho a setembro a empresa realizou 2.629 instalações, o que significou uma subida de 33% em comparação ao período homólogo.
Os lucros brutos da empresa atingiram os 8,7 milhões de euros no terceiro trimestre do ano, o que revela uma subida de 94% face ao mesmos meses do ano passado. A empresa também registou um crescimento nas vendas a nível global, que foram impulsionadas, principalmente, pela subscrição mensal, que representou cerca de 27% do total das vendas neste trimestre.
No mercado português a Otovo conseguiu vender mais de mil instalações entre setembro do ano passado e setembro deste ano, sendo que sete em cada dez destas vendas foram feitas por subscrição mensal. Tendo Portugal apresentado o melhor desempenho a nível de vendas.
Durante este trimestre todos os diretores gerais da empresa concluíram que é “urgente desenvolverem-se mais políticas públicas que contribuam para promover e acelerar uma democratização da transição energética”.
Manuel Pina, diretor geral da Otovo em Portugal, afirma que “a transição dos consumidores para a energia solar é uma inevitabilidade que, demorando mais ou menos tempo a efetivar-se, não está dependente da concessão de subsídios governamentais. Contudo, todas as medidas que surjam para incentivar e agilizar esta transição são seguramente bem-vindas e os dados provenientes dos vários mercados em que a Otovo está presente parecem confirmar esta premissa”.
Sublinhando ainda que “é fundamental que estas políticas promovam uma maior democratização do acesso a energias mais limpas e permitam a cada vez mais famílias, mesmo as que não têm liquidez para investimentos à cabeça, instalarem painéis fotovoltaicos nas suas casas”.