OE2024: Pedro Nuno Santos demarca-se no chumbo da reposição do tempo dos professores

O PSD avocou hoje para votação em plenário a sua proposta de reposição integral, mas de forma faseada, do tempo de serviço dos professores, ao ritmo de 20% ao ano. O PS votou contra, repetindo o sentido de voto na Comissão de Orçamento e Finanças, ditando o chumbo da medida.

OE2024: Pedro Nuno Santos demarca-se no chumbo da reposição do tempo dos professores
16a_pedro_nuno_santos_andré_kosters_lusa

O deputado Pedro Nuno Santos acompanhou hoje o PS no voto contra a proposta do PSD sobre a recuperação do tempo de serviço dos professores, mas, numa declaração de voto, afirmou concordar “genericamente com o espírito” da medida.

O PSD avocou hoje para votação em plenário a sua proposta de reposição integral, mas de forma faseada, do tempo de serviço dos professores, ao ritmo de 20% ao ano. O PS votou contra, repetindo o sentido de voto na Comissão de Orçamento e Finanças, ditando o chumbo da medida.

Numa declaração de voto, Pedro Nuno Santos alegou ter votado contra a proposta social-democrata por estar “sujeito à disciplina de voto, dado tratar-se de uma matéria orçamental.

O deputado candidato a secretário-geral do PS considerou também “que o modo de reposição da contagem do tempo de serviço dos professores deve ser definido em negociação e concertação com as organizações representativas dos professores, que não devem ser desconsideradas”.

No entanto, assinalou “concordar genericamente com o espírito da proposta”, defendendo que é preciso “continuar a dignificar a profissão, valorizando os seus trabalhadores e estabelecendo condições para tornar a carreira atrativa para os jovens”.

No debate que antecedeu a votação, o PSD viu os partidos de esquerda, nomeadamente o PCP e o Bloco de Esquerda, tecerem-lhe fortes críticas por defender agora uma medida que travou em 2019, quando votou ao lado do PS (que não tinha maioria no parlamento) e travou a recuperação integral do tempo dos professores.

Esta proposta, acusou a deputada bloquista Joana Mortágua, “é um exercício” de “revisionismo histórico” em que o PSD tenta “apagar o passado”. Também Alfredo Maia, do PCP, lembrou o momento de 2019, em que o PSD votou ao lado do PS.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”
Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Bianca Marques28 Ago
O Chega admite avançar já na próxima semana com uma moção de censura ao Governo, aumentando a pressão sobre o executivo. Apesar da iniciativa, a aprovação do texto é, para já, considerada pouco provável, com o PS a afastar o cenário, a Iniciativa Liberal a defender estabilidade política e o PCP a não excluir o recurso aos instrumentos parlamentares disponíveis.
Arte e política

Arte e política

O vazio político que se vive neste tempo, procura alienar os artistas da sua liberdade de criação, e da sua expressão particular de luta, não sujeita ao consumo nem ao sistema; nem tão pouco a aprisionamentos de qualquer espécie, dando expressão às necessidades do Homem e da humanidade, promovendo a transformação social face à miséria cultural e social a que se assiste.