“O fundamental é a vida dos portugueses e das famílias”, diz Medina em reação ao crescimento da economia nacional

Em reação ao crescimento de 2,5% da economia portuguesa no primeiro trimestre do ano, face ao período homólogo, Fernando Medina apontou que para o Governo "o fundamental é a vida das famílias, a vida concreta dos portugueses, a criação das condições de investimento e de vida para as nossas empresas".

“O fundamental é a vida dos portugueses e das famílias”, diz Medina em reação ao crescimento da economia nacional
André Kosters/Lusa

Fernando Medina reagiu esta manhã, em Bruxelas, à divulgação dos números da economia portuguesa, que cresceu acima do esperado para 1,6% face ao trimestre anterior, o maior da zona euro, classificando-os como “indicadores particularmente importantes e significativos, que mostram que temos sempre de nos concentrar no que é o fundamental”.

À chegada a mais uma reunião do Eurogrupo, o ministro das Finanças assinalou o crescimento de “2,5% face ao mesmo trimestre do ano passado” e de “1,6% face ao trimestre anterior”, reiterando que, para o Governo “o fundamental é a vida das famílias, a vida concreta dos portugueses, a criação das condições de investimento e de vida para as nossas empresas”.

“É isso que temos feito, com um conjunto de apoios sempre nos momentos certos e dirigidos àqueles que mais necessitam, com o apoio fundamental na altura em que é importante para a procura interna”, finalizou, aludindo às medidas adotadas pelo Executivo de António Costa para mitigar os efeitos do aumento do custo de vida, entre as quais a isenção de IVA para um conjunto de bens alimentares integrantes de uma lista de 46 produtos.

Tal como divulgado pelo INE esta sexta-feira, Medina mencionou em declarações aos jornalistas a quebra da inflação homóloga em Portugal em abril, que caiu 1,7 pontos percentuais (p.p.) para 5,7%, ressalvando que apenas no próximo mês o indicador irá ter refletidos os efeitos da medida IVA Zero.

O Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresceu 2,5% em termos homólogos no primeiro trimestre do ano, tendo apresentado uma subida de 1,6% em cadeia nos primeiros três meses, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística

“Este é um crescimento acima do esperado pela generalidade dos observadores e que assenta sobretudo no crescimento das exportações, que demonstrou a capacidade de compensar o abrandamento da procura interna por um crescimento robusto das exportações”, justificou ainda Fernando Medina.

A reunião do Eurogrupo desta sexta-feira, que tem como principal assunto de agenda a evolução do sector bancário, é a primeira discussão entre os ministros da zona euro sobre o cenário bancário internacional, nomeadamente após o colapso do banco norte-americano Silicon Valley Bank e a crise do Credit Suisse.

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