O Silicon Valley Bank (SVB) é um banco norte-americano que fornece, maioritariamente, crédito para as startup, com atividade não só nos EUA como noutras partes do mundo.
Segundo avança o jornal “El Economista”, o banco estabeleceu-se no sector da tecnologia europeu através de uma série de empresas afiliadas e dos seus escritórios. O seu escritório na Dinamarca não tem licença para realizar nenhuma atividade regulamentada, incluindo negócios bancários, então este escritório dedica-se a apoiar empresas com grande crescimento, conectando-as à vasta rede de investidores e consultores.
Já a sua filial na Alemanha não oferece nenhum negócio de depósito, mas a base deste sistema estava na subsidiária do banco com sede em Londres, que ajudou “startups em toda a União Europeia com financiamento, empréstimos e contas”, segundo uma nota da Wired, uma revista americana que aborda a temática da tecnologia.
Em vários países europeus o banco SVB foi um grande investidor, como é o caso da Irlanda, onde o banco planeava investir mais de 500 milhões de dólares em startups de tecnologia e ciência da vida até 2024. Já na Holanda o banco estava em negociações para financiar mais negócios locais.
Para as empresas que já enfrentavam situações de défice de financiamento, perdas crescentes e cortes generalizados no emprego, a falência do SVB veio tornar-lhes o cenário mais escuro.
Para Check Warner, sócio da empresa de capital londrina Ada Ventures, o SVB “foi muito mais do que um banco”, referindo que “não permitiu apenas que empresas de tecnologia com estruturas financeiras incomuns abrissem contas, também patrocinou eventos e organizações que tentaram tornar o sector da tecnologia no Reino Unido mais diversificado”.
A economista e professora universitária, Reinhilde Veugelers, comenta que o “SVB é único. Não há muitos bancos que oferecem empréstimos para startups”, afirmando que “os bancos europeus não são boas alternativas, porque são muito avessos ao risco”.
Após a queda do banco, a Alemanha tomou medidas para prevenir um efeito dominó, tendo a Autoridade Federal de Supervisão Financeira (BaFin) fechado a agência do SVB para evitar um possível “efeito contágio”, apesar de a entidade ter declarado que a falência do banco não é uma ameaça financeira ao país.
Já o Reino Unido, numa tentativa de socorrer o banco, comprou com a HSBC, o maior banco da Europa, a subsidiária britânica do SVB por uma libra (1,13 euros). Esta medida parte do Governo britânico, como forma de proteger os depositantes do Reino Unido.