O resgate do First é o reflexo da política monetária dos bancos centrais. Ao mesmo tempo que se aumentam as taxas de juro para combater a inflação, injetam biliões para salvar bancos para evitar que outros bancos tenham de ser salvos.
Philip Lane, economista-chefe do BCE, afirma que o banco central terá de continuar a subir as taxas de juro se acalmar a recente turbulência no sistema bancário devido ao colapso do SVB e à crise no Credit Suisse, comprado pelo UBS.
Várias pessoas que trabalhavam na instituição financeira perderam todo o seu património, mas apesar disso o foco continuou a ser em ter verbas disponíveis para pagar aos clientes.
A semana conta com novos dados da avaliação imobiliária e da evolução das rendas. Pelo meio, arranca a audição ao colapso do Silicon Valley Bank, nos EUA. Já na sexta-feira fazem-se novas contas à inflação, que poderá abrandar pelo quinto mês consecutivo, se a estratégia do BCE funcionar.
Janet Yellen disse que o dinheiro dos contribuintes não será caução para todos os depósitos do sistema bancário. Os bancos reagiram com desconforto e Wall Street estancou a recuperação que vinha ensaiando nas horas anteriores à declaração.
A seguradora aponta também para uma restrição do crédito para o sector financeiro, sendo que as empresas mais afetadas vão ser aquelas que "necessitam de refinanciar a sua dívida a taxas de juro mais elevadas", bem como os sectores que "dependem da capacidade financeira das famílias".
A SVB Financial, casa-mãe do Silicon Valley Bank, um banco encerrado pelas autoridades norte-americanas há uma semana, anunciou hoje que apresentou num tribunal de Nova Iorque um pedido de falência.
O BCE tinha convocado uma reunião de emergência ao Conselho de Supervisão Bancária para uma análise mais detalhada sobre a agitação nos mercados e como poderiam afetar as entidades bancárias europeias.
Na sequência da crise de 2008, os bancos beneficiaram de 'bailouts' sem mudar os seus donos. As indicações mais recentes indiciam um padrão de atuação diferente.
A situação actual irá merecer a atenção redobrada dos reguladores, sendo que já teve o seu primeiro impacto na perspectiva de subidas de juros futuras.
Da venda de depósitos do SVB, que levaram à sua queda, ao impacto no sector da banca passando pelo futuro das empresas de tecnologia. Conheça todas as "ondas de choque" provocadas pela queda do Silicon Valley Bank.
Primeiro o Silicon Valley Bank, dias depois o Signature Bank. 72 horas após o medo se instalar nas bolsas europeias, o maior investidor do Credit Suisse anuncia que não vai colocar mais dinheiro na entidade e leva os mercados a um frenesim. O que está a acontecer?
O colapso do Silicon Valley Bank continua a agitar os mercados, com a cotação do WTI, negociado em Nova Iorque, a cair abaixo dos 70 dólares por barril pela primeira vez desde o final de 2021.
O colapso do Silicon Valley Bank levou a um aumento das principais criptomoedas em bolsa, alimentando também pelos receios de uma crise financeira mundial.
Valor foi angariado em oito rondas de angariação de fundos, sendo que a última aconteceu dois dias antes do colapso e foi aquela que mais dinheiro rendeu ao Silicon Valley Bank, num total de 90 milhões de euros.
Depois da queda do banco das startups, vários investidores começaram a questionar se BCE iria aumentar novamente os juros esta semana. No entanto, fonte próxima do conselho de governadores afirma à "Reuters" que o banco central não deverá deixar cair o plano, uma vez que isso poderia pôr em causa a sua credibilidade.
Em causa está um portefólio de empréstimos do falido Silicon Valley Bank. Entre os interessados nestes ativos está a Apollo, Blackstone e KKR, mas também a Ares Management e a Carlyle Group.
O diretor executivo da Startup Portugal afirmou hoje que as 'startups' portuguesas nos EUA não reportaram problemas associados à falência do SVB, mas admitiu "o risco" da situação alastrar e gerar falta de confiança generalizada.
Apesar de ser um banco norte-americano, o SVB tinha subsidiárias pela Europa, nomeadamente em Londres, Alemanha, Dinamarca e Holanda. Para estes países, a queda do banco vai tornar o futuro de algumas startups sombrio.