As tecnológicas Alphabet, dona da Google e do Youtube, e a Meta, dona do Facebook e do Instagram, foram consideradas culpadas por vício em redes sociais, num processo que, por esta decisão, arrisca a tornar-se histórico e influenciar milhares de casos semelhantes contra as empresas tecnológicas, interpostos por pais, procuradores-gerais e distritos escolares norte-americanos.
Este caso, julgado em Los Angeles, na Califórnia, começou em janeiro e envolve uma jovem de 20 anos, identificada como KGM, que terá ficado viciada nas redes sociais enquanto criança, chegando a passar 16 horas diárias nestas, devido ao seu design atraente.
O júri, cuja decisão foi conhecida esta quarta-feira, 25 de março, considerou que ambas empresas falharam em avisar os utilizadores dos perigos associados à utilização das suas plataformas.
A jovem afirma que a negligência da Meta e da Alphabet desempenhou um papel importante na ocorrência de danos relacionados com a sua saúde mental, o que júri concordou.
O Snapchat e o TikTok também foram arguidos no julgamento. Ambos fizeram um acordo com o autor antes do início do processo. Os termos dos acordos não foram divulgados.
Os julgamentos contra as tecnológicas já estão a comparados com os julgamentos dos anos 90 contra as empresas da indústria do tabaco, que resultaram no pagamento de mil milhões de dólares por não terem sido claras quanto aos potenciais malefícios.
Ultimamente as empresas têm sido alvo de duras críticas sobre a segurança de crianças e adolescentes, tendo agora o debate passado para os tribunais e governos.