A comissão Política do PAN Madeira considera que o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, não tem condições para se manter no cargo.
A força partidária expressou a “profunda preocupação” com o estado da educação na Região bem como, o “caos e o medo” que se instalou no sector.
O PAN refere que existem queixas vindas de alunos e professores, enquanto que a resposta do presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, é de “Não sei! Não vi! Não ouvi! Não li!” e a do secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, é a de que o “lugar dos alunos é na escola” e que qualquer queixa “não é argumento para validar aquilo que reivindicam”.
O partido defende que na escola o elemento humano “é primordial, numa escola que seja pedagógica, sendo este o principal caminho para o sucesso”.
O PAN considera que “são casos e desnorte a mais”.
Como exemplo, a força partidária, refere o caso da Escola de Hotelaria e Turismo.
“O PAN leu que será a Inspeção Regional de Educação a conduzir a investigação às denúncias e a nossa pergunta é: Será a mesma feita por um inspetor de carreira ou por um curioso como foi no caso da escola do Curral das Freiras?”, disse o partido.
Em causa estão as denúncias feitas por alunos de São Tomé e Príncipe que se manifestaram contra as condições oferecidas pela Escola Hoteleira.
Outro exemplo foi a “imposição” da digitalização no ensino “sem ouvir ninguém nem ler os relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) – sobre os problemas da excessiva exposição aos écrans, e da Organização e Cooperação para o Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre as consequências negativas na aprendizagem dos alunos”.
A isto o PAN junta “as perseguições a docentes, a extinção administrativa de órgãos eleitos, e uma recuperação de tempo de serviço dos docentes assim assim (que só é boa quando comparada com a inexistente no continente – mas é má quando comparada com a dos Açores) com cotas no 5º e 7º escalões que representam outro congelamento encapotado; a pedofilia no Conservatório; o bullying contra crianças com deficiência; a exploração de alunos”.
O PAN diz que a educação vive em “permanente caos” e os seus profissionais “têm medo de ter opinião, de dar opinião”.
A força partidária diz também que a embaixada de São Tomé e Príncipe acompanha a “situação com preocupação”, referindo-se aos casos de alunos de São Tomé e Príncipe que se manifestaram contra as condições oferecidas pela Escola Hoteleira.
O partido lamentou a “xenofobia e o racismo dos comentários nas redes sociais às notícias publicadas pelos principais órgãos de comunicação social regional sobre este assunto”.