Lucros da Navigator caem 10,4% no terceiro trimestre para 33,1 milhões de euros

Nos nove meses do ano, o resultado líquido da papeleira caiu 51%, para 118 milhões de euros, e as vendas desceram 5,1% para 1.489 milhões de euros. Já o EBITDA da empresa de papel tombou 30,4%, para 300 milhões de euros.

Lucros da Navigator caem 10,4% no terceiro trimestre para 33,1 milhões de euros
Navigator Complexo-Industrial-da-Figueira-da-Foz

A Navigator registou uma descida de 10,4% nos resultados líquidos no terceiro trimestre, chegando aos 33,1 milhões de euros. As vendas totais também apresentaram uma queda, de 4%, para 470,2 milhões de euros. O EBITDA diminuiu 16,7%, para 470,2 milhões de euros.

Nos nove meses do ano, o resultado líquido da papeleira caiu 51%, para 118 milhões de euros, e as vendas desceram 5,1% para 1.489 milhões de euros. Já o EBITDA da empresa de papel tombou 30,4%, para 300 milhões de euros.

Os primeiros nove meses do ano enfrentaram um contexto internacional de forte abrandamento económico e elevada volatilidade, contudo a papeleira portuguesa, conseguiu aumentar, em 15%, as suas vendas de papel UWF e Packaging, que no terceiro trimestre totalizaram 316 mil toneladas.

As entregas da empresa aumentaram em 1,2 pontos percentuais face ao período homólogo. Já a entrada de encomendas de UWF da indústria europeia caiu 2%.

A categoria de Tissue e de Packaging registaram o melhor trimestre de sempre, e representam já perto de 30% do volume de negócios e do EBITDA. As vendas destas categorias atingiram as 959 mil toneladas.

A empresa revela que o terceiro trimestre foi afetado pela “pressão sobre os custos de energia, decorrente da subida e volatilidade dos indexantes de mercado, com impactos indiretos nos custos de produtos químicos, logística e materiais de embalagem, e pela correção acentuada dos preços da pasta na China após abril”.

A papeleira tem vindo a “alargar e diversificar a sua base de fornecimento de madeira, com o objetivo de assegurar a continuidade operacional, reforçar a competitividade e mitigar o impacto da escassez de matéria-prima nacional”.

O mercado de pasta está a dar “sinais de estabilização”, com a procura global por pasta de fibra curta a registar um crescimento de 8%. As vendas de pasta da papeleira apresentaram um decréscimo de 7%, para as 258 mil toneladas.

Durante os nove meses do ano, o volume de investimento da empresa chegou aos 160 milhões de euros, sendo que 97 milhões de euros foram investidos em matérias ambientais ou de cariz sustentável.

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