Opresidente do PSD acusa socialistas de “desbaratarem dinheiro dos contribuintes” e não exclui inquérito parlamentar à venda Efacec caso não sejam suficientes as explicações do ministro da Economia, cuja audição urgente no Parlamento foi solicitada pelos sociais-democratas. Em declarações ao JE, Luís Montenegro distancia-se de CH e IL: “o país precisa de esclarecimentos sérios, não de concursos estéreis e precipitados para ver quem propõe primeiro. A CPI [comissão parlamentar de inquérito] potestativa depende do PSD e é provável que aconteça, mas decidiremos sozinhos e no tempo adequado”.
Um novo inquérito parlamentar não é assim excluído pelo líder do PSD caso o Governo não esclareça todos os detalhes do negócio da venda da Efacec ao fundo alemão Mutares. A oposição critica o investimento total do Estado de cerca de 400 milhões de euros na empresa desde a sua nacionalização em 2020 – aludindo aos 200 milhões de euros já gastos em suprimentos, além de uma injeção de mais 160 milhões e de outros 35 milhões em obrigações através do Banco de Fomento.
O presidente do Chega anunciou ontem que o partido vai propor a constituição de uma CPI à venda da Efacec e tentar suspender o negócio através de uma providência cautelar. Também a Iniciativa Liberal (IL) deu entrada com um requerimento a propor a criação de uma CPI à Efacec, que considera um “enorme sorvedouro” do dinheiro dos portugueses, para esclarecer o processo concluído esta semana com o líder da IL, Rui Rocha, a deixar também um apelo aos sociais-democratas caso o PS não queira a “clarificação” e chumbe a constituição da CPI. “Faço também um desafio ao PSD porque o PSD, ao contrário da IL, tem a possibilidade depois de avançar com uma comissão de inquérito potestativa”, acrescentou.
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