Justiça anula coima de 190 milhões da Concorrência aos hospitais privados

A CUF, Luz Saúde, Lusíadas, Trofa Saúde e a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada eram as visadas na multa por práticas irregulares de concertação nas negociações com a ADSE.

Justiça anula coima de 190 milhões da Concorrência aos hospitais privados
Autoridade da concorrencia

Os grupos de hospitais privados já não vão ter de pagar a coima de 190 milhões de euros que a Autoridade da Concorrência (AdC) lhes tinha aplicado em julho de 2022. De acordo com o jornal “Eco”, o Tribunal da Concorrência declarou nula a decisão do regulador, considerando que as provas recolhidas na investigação são inválidas.

A CUF, Luz Saúde, Lusíadas, Trofa Saúde e a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada eram as visadas na multa por práticas irregulares de concertação nas negociações com a ADSE. Ao grupo José de Mello a AdC tinha aplicado uma coisa de 74,9 milhões, de 66,2 milhões ao grupo Luz, de 34,2 milhões aos Lusíadas, de 6,6 milhões à Trofa Saúde e de 50 mil euros à associação do sector.

A decisão da nulidade por parte do Tribunal da Concorrência é sustentada pela falta de autorização judicial prévia para a busca e apreensão de e-mails dos hospitais privados. No entanto, foi mantida a coima de 8,8 milhões de euros ao Hospital Particular do Algarve, uma vez que as buscas tinham sido autorizadas.

Relacionado

AdC recomenda 17 medidas para facilitar mudança de banco e estratégia para open banking

AdC recomenda 17 medidas para facilitar mudança de banco e estratégia para open banking

Maria Teixeira Alves20 Jul
A AdC propõe ao Governo que o serviço de mudança de conta passe a ser gerido centralizadamente por uma entidade independente. Ao Banco de Portugal, a autoridade recomenda ainda o reforço do Comparador de Comissões, o eventual alargamento da ferramenta a produtos de poupança, a criação de indicadores sobre o serviço de mudança de conta, a avaliação da portabilidade nacional da identificação bancária e novas obrigações de informação para crédito à habitação, contas pacote e ofertas combinadas.
“Abordagem excessivamente permissiva nas concentrações comporta risco de não criar verdadeiros campeões, mas tigres de papel”, diz Cunha Rodrigues

“Abordagem excessivamente permissiva nas concentrações comporta risco de não criar verdadeiros campeões, mas tigres de papel”, diz Cunha Rodrigues

Maria Teixeira Alves29 Jun
No domínio do controlo de concentrações, 2025 registou o nível de atividade mais elevado desde a criação da AdC: foram notificadas 99 operações e adotadas 100 decisões finais. Em 2026, foram adotadas até ao momento 40 decisões (37 na Fase I e 3 na Fase II), incluindo uma decisão de proibição e uma decisão em Fase II com compromissos, revelou Nuno Cunha Rodrigues, Presidente da AdC.