Investimento na app de serviços públicos dos abrantinos ultrapassa os 1,5 milhões de euros

Pamafe, do grupo Ricoh, Dell Technologies e Check Point foram as três empresas responsáveis pelo fornecimento da tecnologia por detrás da Abrantes360.

Investimento na app de serviços públicos dos abrantinos ultrapassa os 1,5 milhões de euros
abrantes 360

O investimento na aplicação que digitalizou os serviços públicos de Abrantes ultrapassa os 1,5 milhões de euros em três anos. O projeto, que começou a ser desenvolvido pela autarquia há doze anos, contou com a tecnologia da Pamafe, do grupo Ricoh, da Dell e da Check Point.

Inicialmente, a Pamafe definiu um sistema de trabalho base para suportar a carga operacional, sendo que a opção foi uma VPN baseada na tecnologia Check Point. Hoje, a plataforma chamada “Abrantes360” permite preencher os formulários necessários para utilizar o estádio municipal, por exemplo.

Entre as funcionalidades está também um “botão de pânico” para denunciar casos de violência doméstica. Ao incluir soluções de cloud computing e modern apps, é possível completar pedidos para refeitórios escolares, licenças urbanísticas ou piscinas municipais.

Para o diretor geral da Pamafe, este é “um marco na digitalização das entidades públicas em ambiente rural”. “Poder acompanhar a Câmara Municipal de Abrantes neste processo e fornecer suporte em áreas-chave como o networking ou computação foi, sem dúvida, um desafio. E se o enfrentamos com sucesso foi graças ao trabalho conjunto, colaborativo”, afirmou Paulo Morais.

Na conferência sobre transição digital que decorre esta quinta-feira, a coordenadora do serviço de gestão de informação da Câmara Municipal de Abrantes (CMA), Teresa Lopes, revelou que existem atualmente 707 utilizadores do sistema de gestão de processos em Abrantes. No seu discurso, apresentou este caso prático de aplicação de Inteligência Artificial à classificação de processos, através do programa local “Acali”.

Miguel Matias, business development manager da Ricoh, destacou a necessidade de “criar um espaço com muitos documentos e a capacidade que o mesmo tem de extrair essa informação”. “A gestão documental não pode ser olhada nicho a nicho”, referiu, no evento organizado pelo Tagusvalley, CMA, Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (Instituto Politécnico de Tomar), no Luna Hotel Turismo.

O painel “Gestão de informação e tecnologia: uma parceria de sucesso” – moderado por Pedro Penteado, diretor de um dos serviços da Direção Geral do Livro dos Arquivos e das Bibliotecas – contou ainda com a intervenção dos professores Luís Corujo, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Sandra Jardim, do Instituto Politécnico de Tomar, e Fernando Bação, da Nova IMS.

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