Inteligência Artificial vai ocupar lugar central nas empresas, acreditam líderes tecnológicos em Portugal

Os profissionais avançam com cautela, uma vez que 56% admite existirem "questões relacionadas com ética em torno desta tecnologia". Ou seja, apesar da firme crença de que esta tecnologia se vai expandir rapidamente, os potenciais usos e falta de regulação ainda preocupam, diz relatório.

Inteligência Artificial vai ocupar lugar central nas empresas, acreditam líderes tecnológicos em Portugal
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A Inteligência Artificial Generativa vai ocupar um dos focos nas empresas nos próximos anos. Esta é, pelo menos, a conclusão de 84% dos líderes tecnológicos em Portugal, de acordo com o mais recente State of IT Report da Salesforce.

Os tecnológicos portugueses (72%) acredita que o papel da IA está bem definido, sendo que este valor aumenta para 84% quando se fala na IA Generativa e o proeminente papel que esta terá dentro das empresas em Portugal.

Mas, como tudo o que trata tecnologia e dados sensíveis, os profissionais avançam com cautela, uma vez que 56% admite existirem “questões relacionadas com ética em torno desta tecnologia”. Ou seja, apesar da firme crença de que esta tecnologia se vai expandir rapidamente os potenciais usos e falta de regulação ainda preocupam.

Além disto, o relatório, que questionou mais de 4.300 profissionais do sector em 28 países, revela ainda as principais tendências que vão impactar as empresas de Tecnologia de Informação (TI), no qual se insere a IA.

A constante transformação digital, que tem acelerado nos últimos meses, tem feito com que as empresas não consigam acompanhar a procura e os pedidos, com 55% dos profissionais a destacar isso mesmo. As previsões dão conta que este realidade piore no próximo ano e meio, com 68% dos projetos a aumentar a exigência. Ainda assim, 85% dos profissionais em Portugal diz estar mais focados em melhorar a eficiência operacional.

“Estes últimos anos têm sido desafiantes para as empresas, independentemente do sector de atuação, em parte com a herança dos constrangimentos da pandemia, mas também, e mais atualmente, devido ao declínio das condições económicas”, explica Fernando Braz, country leader da Salesforce Portugal.

“No entanto, pouco mudou no que diz respeito aos pedidos feitos aos departamentos de TI para fazerem mais com menos, para pouparem nos custos de TI, criarem e desenvolverem mais rapidamente, oferecerem melhores experiências aos clientes e utilizadores ou para aumentarem o foco na produtividade e eficiência da empresa. É por isso que nunca foi um momento tão difícil, mas paradoxalmente tão gratificante para ser um líder de TI”, termina.

“Apenas 19% dos profissionais de TI em Portugal consegue responder a todos os pedidos de desenvolvimentos de aplicações de que são alvo”, diz o mesmo relatório. “Para aumentarem a capacidade, 80% adotou ferramentas de low-code ou no-code“, enquanto que 39% utiliza formatos de programação por composição.

O relatório da Salesforce mostra ainda que a segurança está no topo das prioridades destes profissionais e, talvez seja por isso que a ética da Inteligência Artificial os preocupe tanto. Os dados indicam que “66% dos profissionais de TI em Portugal tem dificuldade em equilibrar os objetivos de negócio com as necessidades de segurança, levando-os a adotar diversas medidas de segurança”, sendo que 53% das empresas portuguesas utiliza encriptação de dados e 58% opta pela autenticação multifator.

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