InPost fecha primeiro trimestre com subida nas receitas, mas descida nos lucros

A empresa polaca de logística do comércio online fechou o primeiro trimestre com uma receita de 910,5 milhões de euros, enquanto os lucros desceram para 25,4 milhões de euros.

InPost fecha primeiro trimestre com subida nas receitas, mas descida nos lucros
Inpost

O grupo InPost, que atua no setor da logística para o comércio eletrónico, fechou o primeiro trimestre do ano com um crescimento de 31% na sua receita, para 910,5 milhões de euros. Já o lucro líquido registou uma descida de 41,2%, para 25,4 milhões de euros.

O volume de encomendas chegou aos 359,2 milhões, o que representa um aumento de 32%.

Em comunicado a empresa, natural da Polónia, revela que os resultados foram impulsionados pelo crescimento do negócio internacional, que já representa 53% das receitas do grupo.

O EBITDA ajustado recuou 4% em termos homólogos, ficando nos 212,7 milhões de euros.

Rafał Brzoska, fundador e CEO do grupo InPost, afirma que “2026 começou alinhado com as nossas expectativas e, em várias áreas, até acima delas. Em todas as nossas geografias internacionais continuamos a crescer acima do conjunto do comércio eletrónico, ampliando a nossa plataforma pan-europeia de logística out-of-home e a conveniência que oferecemos tanto a consumidores como a comerciantes”.

“O Reino Unido foi uma das regiões mais destacadas. A InPost já é a maior rede de logística out-of-home do país. A transformação da Yodel, que retomámos em janeiro, já se está a traduzir num melhor serviço para os consumidores britânicos: mais rápido, mais fiável e cada vez mais centrado em soluções fora de casa, embora ainda exija investimento”, refere.

A Zona Euro registou um aumento de 27,5% nas receitas, que chegaram aos 261,8 milhões de euros, enquanto o EBITDA ajustado subiu 27,7% para 35,3 milhões de euros. Já o volume de encomendas ascendeu aos 94,2 milhões de envios, mais 28% em termos homólogos.

O crescimento das encomendas na Zona Euro foi impulsionado pelo segmento B2C, e pela forte utilização de Lockers, cujos volumes cresceram 48%.

A Polónia continua a ser o mercado mais maduro do grupo, tendo os volumes crescido 8% em termos homólogos, com 188,1 milhões de encomendas. Já as receitas nesta região subiram 9,2% para os 425,3 milhões de euros, e o EBITDA cresceu 7,4% para os 200,2 milhões de euros.

Já o Reino Unido e a Irlanda vieram os volumes de encomendas a triplicarem, com 76,9 milhões de encomendas.

“Na Polónia, continuamos a reforçar as nossas relações com os comerciantes, ao mesmo tempo que nos focamos na experiência do utilizador e na testagem de novos serviços, consolidando assim a nossa posição de liderança no mercado. Na Zona Euro, a adoção do modelo B2C e dos Lockers continua a acelerar, e a Mondial Relay consolidou-se como uma verdadeira marca de referência para os consumidores, com fortes índices de NPS e notoriedade de marca em todos os seus mercados”, declara.

Para o segundo trimestre deste ano a empresa mantém as suas previsões inalteradas, e prevê manter um crescimento homólogo no volume do grupo, ao mesmo tempo que tem como objetivo continuar a ganhar quota de mercado na Europa e de instalar aproximadamente 20 mil novos lockers ao longo deste ano.

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