Inflação acelera para 3,3%: onde as famílias sentem mais o aperto

Depois de meses de abrandamento, os preços voltaram a subir. O impacto concentra-se no essencial, mas parte do custo é negociável.

Inflação acelera para 3,3%: onde as famílias sentem mais o aperto
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A inflação em Portugal acelerou para 3,3% em maio de 2026, medida pela variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor, segundo o INE. É um salto face aos 2,7% de março e aos 1,9% de janeiro. Depois de um início de ano mais calmo, o custo de vida voltou a apertar.

O que está a acontecer

A subida foi puxada sobretudo pela energia, pela alimentação e pela habitação, a mesma pressão que levou o Banco Central Europeu a subir as taxas de juro em junho, depois de quase três anos sem o fazer. As projeções do BCE apontam para uma inflação média de 3% em 2026, com abrandamento apenas a partir de 2027.

Onde dói mais

O aperto não é uniforme: concentra-se nos bens essenciais. As rendas de casa podem subir 2,24%, o equivalente a mais 22,40 euros por mês numa renda de mil euros. A carne e o peixe deverão registar aumentos na ordem dos 7%. A estes juntam-se a energia, os transportes e as telecomunicações, despesas mensais que poucas famílias revêm com regularidade.

A parte que se consegue controlar

Há, porém, custos negociáveis. Os dados da ComparaJá mostram que uma família típica pode poupar mais de 305 euros por ano apenas ao escolher a comercializadora de energia certa, sem alterar hábitos de consumo. Comparar tarifas e poupar na energia é das medidas mais imediatas, sobretudo num ano em que a ERSE já reviu os preços da eletricidade. O mesmo princípio aplica-se às telecomunicações, aos seguros e ao próprio crédito, onde rever o spread ganha relevo com a EURIBOR a subir.

«Num contexto de preços a subir, comparar deixou de ser um luxo e passou a ser uma defesa do orçamento. Na energia, a diferença entre comparar e não comparar vale mais de 300 euros por ano para uma família típica, sem qualquer alteração no consumo.»

André Nunes, Energy Team Leader da ComparaJá

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