A corrida para a Inteligência Artificial (IA) continua a ser um foco para muitas empresas, o hype desta tecnologia continua a motivar uma adaptação. Para Francesco Costigliola, chief analytics officer da CGD, esta evolução tem sido “muito interessante”, contudo, o retorno, para muitas empresas, é “relativo”, afirmou na conferencia de aniversário do Jornal Económico.
O chief analytics do banco público referiu que é “complexo” colocar as tecnologias à escala, contudo “ainda há muito trabalho a fazer, não podemos perder o comboio”.
Na sua opinião, esta situação não se trata de uma corrida, uma vez que “nem todos chegam ao mesmo sítio”, “cada um tem de avançar no ponto de partida em que está”.
Já para a country manager da Visa em Portugal, Rita Mendes Coelho, esta tecnologia já está presente na empresa há 30 anos. “95% das nossas pessoas internamente utilizam IA todos os dias”. Já nos clientes este uso reflete-se nas diminuições de fraude. “Quando fazemos uma transação, o sistema avisa e faz um background dessa. A fraude pode ser parada nesses milissegundos por IA”, diz.
“Todos os anos paramos 23 mil milhões de euros em transações fraudulentas”, acrescentou.
“Isto é onde estamos. A questão é para onde vamos a seguir”, declarou a country manager, sublinhando que “caminhamos para uma era de agentes de IA”.
“Quando falamos de agentes de IA, falamos de tarefas repetitivas que temos no dia-a-dia” e nas quais a IA pode ajudar. “Falta-nos leite, o agente faz-nos a compra no supermercado mais próximo”, explicou Rita Mendes Coelho, sublinhando que “isto vai ser possível num futuro muito próximo, estamos a trabalhar para outubro ou novembro”.
A country manager garantiu que o consumidor vai continuar a ter controlo sobre o dinheiro, uma vez que “o consentimento vem sempre do lado do cliente”. “Estamos num caminho muito estável na IA e em prevenir fraude”, revelou.
João Serrano, CX product management leader da Cisco, salientou que esta é “há uma oportunidade agora, há uma janela para se adaptarem a este conhecimento, aproveitem-na, brilhem com ela, testem-na, aumentem a produtividade, daqui a dois anos a janela vai ser menor”.
O product manager leader da Cisco aconselhou ainda que os líderes incentivem a utilização desta tecnologia, uma vez que para esta tecnologia funcionar é necessário confiança.